A Suécia agora tem uma taxa de infeção por Covid-19 mais alta do que a França e o Reino Unido, após evitar bloqueios em favor de uma abordagem de ‘imunidade de grupo’ na gestão que está a fazer da pandemia da Covid-19.
Os internamentos de pacientes com coronavírus quase duplicaram, com o país a registar 208.295 casos e 6.406 mortes desde o início do surto. Embora seja muito menor do que no Reino Unido, Espanha e França, a taxa de infeção per capita na Suécia já ultrapassou em muito estas três nações. esta sexta-feira, a Suécia relatou 393 casos de Covid-19 por milhão de pessoas, enquanto o Reino Unido e a França confirmaram 337 e 324, respetivamente.
A Suécia também tem taxas de infeção muito mais altas do que a Noruega, com o total de casos diários a duplicar em duas semanas e os hospitais a ficarem esgotados mais rápido do que qualquer país da Europa.
O número de suecos nos Cuidados Intensivos está a igualmente a duplicar a cada semana, relatou o The Sun, destacando-se o facto de ser muito superior ao registado na Áustria e na Eslováquia, sendo que os internamentos de pacientes com Covid-19 também duplicaram a cada nove dias.
Segundo advertiu Goran Hansson, chefe da Academia Real de Ciências da Suécia, a situação na Suécia é “séria”, com o número de casos a aumentar e a uma “velocidade acelerada”, acrescentando ainda que “as unidades de cuidados intensivos ainda não estão na sua capacidade máxima mas estas enfermarias podem ficar cheias em breve se a tendência atual não for travada”.
Ainda assim, as autoridades de Saúde da Suécia continuam a não ver necessidade de recomendar o uso geral de máscaras nos transportes públicos.
Karin Tegmark Wisell, chefe da Agência de Saúde Pública em Estocolmo, veio inclusive defender que as máscaras “não devem ser usadas como desculpa para não manter distância”.
Na segunda-feira, o ex-epidemiologista conselheiro do estado sueco advertiu que o país ficou despreparado para uma segunda vaga do novo coronavírus graças a um “pensamento positivo” transmitido pelo principal especialista nesta matéria que, em sua opinião, errou ao prever que a “imunidade de grupo” construída durante o verão protegeria o país quando o inverno chegasse.
Esta abordagem tem não está a impedir que o número de casos e mortes estejam a aumentar, e na segunda-feira forçou o primeiro-ministro Stefan Lofven a anunciar que as reuniões seriam limitadas a um máximo de oito pessoas, sendo que os suecos também devem evitar ir a ginásios e bibliotecas, e devem ainda cancelar jantares que tivessem já planeado.
O novo limite de confraternizações, até agora definido entre 50 e 300 pessoas dependendo do evento, entrará em vigor a 24 de novembro. Não afeta as reuniões em casas particulares – porque o governo não tem autoridade para bani-las – mas os ministros aconselharam a não convivência com qualquer pessoa de fora de sua casa.
Está ainda aberto levar as medidas mais longe, com a proibição de viagens a poder ser aplicada durante o Natal.






