Covid-19: subvariante BA.2 da Ómicron pode prolongar ondas de infeção, apontam especialistas

Cientistas garantiram no entanto que não vai causar outro aumento maciço no número de infeções

Francisco Laranjeira

Diversos cientistas que se encontram a rastrear uma subvariante Ómicron alertaram que poderá estender a atual onda de infeções pela Covid-19, embora tenham alertado que provavelmente não causará outro aumento maciço no número de infeções. Anteriormente, os especialistas previam uma onda da Ómicron curta e aguda, na qual os casos cairiam tão rapidamente quanto subiriam.

No entanto, a subvariante BA.2, mais contagiosa, surgiu no momento em que os países começam a remover as restrições e reiniciar as suas economias e os cientistas procuram descobrir o seu impacto potencial.

Esta segunda-feira, Eric Topol, diretor do Scripps Research Translational Institute, garantiu sobre a nova subvariante: “A sua maior transmissibilidade vai prolongar a onda da Ómicron em muitos lugares”, citando ainda dados de países da Europa e Ásia no qual o BA.2 superou o BA.1 (Ómicron) para se tornar a variante dominante. Dados do Reino Unido divulgados na passada quinta-feira estivaram que a probabilidade de transmissão domiciliar era 30% maior para o BA.2 do que para o BA.1.

As autoridades de saúde da Dinamarca – onde quase todas as novas infeções são agora de BA.2 – garantiram, na passada quarta-feira, que a subvariante parecia ser 1,5 vezes mais infecioso do que a BA.1.

Trevor Bedford, professor associado do Departamento de Ciências do Genoma da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, concordou que a BA.2 causaria “uma cauda de circulação substancialmente mais longa da Ómicron” do que teria existido com o BA.1 sozinho. No entanto, acrescentou, que não vai “impulsionar a escala de epidemias que experimentámos com a Ómicron em janeiro”. Nos Estados Unidos, cerca de 60% da população não contraiu o BA.1. “Isso deixa o potencial de um vírus Ómicron mais transmissível espalhar-se ainda mais nesta fraça da população”, apontou.

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As vacinas terão uma ‘palavra a dizer’: dados do Reino Unido, divulgados na última quinta-feira, mostraram que duas semanas após um reforço, as vacinas existentes eram 70% eficazes contra a Covid-19 sintomático causado por BA.2. Enquanto isso, a proteção de três injeções contra o BA.1 sintomático foi de 63%.

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