A ameaça do novo coronavírus pode persistir num «futuro próximo», uma vez que não há garantia de que uma vacina possa ser desenvolvida, segundo David Nabarro, um professor de saúde pública no ‘Imperial College e enviado da Organização Mundial de Saúde (OMS), citado pelo jornal britânico ‘Observer’.
O especialista deu o alerta, já que o número de mortes hospitalares no Reino Unido devido ao novo coronavírus já ultrapassou as 15 mil. «É muito, muito difícil de desenvolver vacinas para determinados tipos de vírus, por isso num futuro próximo, teremos que encontrar maneiras de viver as nossas vidas com este vírus como uma ameaça constante», afirma, acrescentando que não devemos apostar numa vacina.
Isto significa que para além da adopção de comportamentos de protecção, tais como o uso de máscaras, a higiene respiratória, a lavagem de mãos e o distanciamento social, isolar os infectados e os seus contactos, proteger os mais velhos e assegurar a capacidade de resposta dos hospitais a esta doença, será «o novo dia a dia normal para todos nós», disse Nabarro, citado pelo ‘Observer’.
Este alerta do especialista para a possibilidade de uma vacina não estar disponível tão cedo como o mundo desejaria e precisaria para voltar à vida normal, surge dois dias depois de Maria Van Kerkhove, outra especialista da OMS, ter chamado a atenção de que não existia uma evidência científica de que os testes sorológicos, que medem anticorpos, possam determinar com certeza se uma pessoa tem imunidade ou não corre riscos de voltar a contrair a infecção pelo novo coronavírus.
A vacina e os testes de imunidade são as duas soluções nas quais o mundo está a apostar tudo para regressar à vida normal e poder respirar de alívio. Segundo a OMS é preciso ter cautela e não depositar nelas todas as esperanças.
O número mais recente de vítimas mortais no Reino Unido, não inclui mortes em lares. Críticos acusaram o governo britânico de reagir muito lentamente à pandemia.










