Os efeitos colaterais da vacina, conforme relatado pela BioNtech na sua sede em Mainz, são apenas de terceiro grau e, na sua maioria, temporários. Para além disso, a empresa revela que especialmente nos participantes mais velhos do estudo, houve menos efeitos colaterais e menos graves, o que não significa que não se verifiquem, segundo o ‘ABC’.
Nos 43 mil voluntários do ensaio clínico, sintomas como cansaço e exaustão apareceram em 3,8% dos casos, sendo que 2% disseram sentir dores de cabeça. Quase 2% das pessoas vacinadas posteriormente tiveram febre superior a 39 graus. No estudo de fase 1, esses efeitos colaterais foram aparentemente dez vezes mais comuns.
«Até agora, não foi observado nenhum efeito colateral sério», disse o infeciologista Bernd Salzberger, do Hospital Universitário de Regensburg, que tem acesso aos dados da Pfizer-BioNtech em primeira mão. «Os efeitos colaterais são na sua grande maioria ligeiros a moderados», acrescentou.
A empresa reconhece que é provável que existam mais «efeitos colaterais em algumas pessoas», por isso garante que a vacinação e os sintomas subsequentes são monitorizados. Esta questão verifica-se à voluntária Kristen Choi, que publicou um relatório sobre esta matéria na revista ‘JAMA Internal Medicine’.
Choi, uma enfermeira da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, queixou-se de efeitos colaterais bastante graves após a segunda vacinação. No início foi uma dor no braço, depois uma dor de cabeça aguda e uma febre que atingiu os 40,5 graus na noite após a vacinação.
No dia seguinte a enfermeira ainda estava com uma temperatura corporal de 37,5 graus e todos os sintomas só desapareceram na manhã seguinte. Choi, que participou voluntariamente nos ensaios da Pfizer/Biontech, também revelou que não foi informada sobre os possíveis efeitos colaterais da vacina, bem como que não sabe se recebeu a vacina real ou o placebo.
Estes efeitos colaterais, em todo caso, são menores do que os verificados nos ensaios da vacina da Moderna, também baseada em mRNA. Um dos voluntários, Luke Hutchinson, de 43 anos relatou ao jornal “Science” que o seu braço direito inchou brevemente do tamanho de um ovo de galinha no local da injeção após a segunda toma. Seguiram-se dores nos ossos e músculos, bem como febre de 38,9 graus. Depois sugiram calafrios.
Estes sintomas dizem respeito aos efeitos colaterais, às vezes mais graves, que as vacinas podem desencadear. No caso das vacinas de mRNA Biontech / Pfizer e Moderna, conforme conhecido nos estudos de fase 3, menos de 2% desenvolveram febre entre 39 e 40 graus.
No caso da vacina Moderna, também foram registados sintomas como cansaço (9,7%), dores musculares (8,9%), dores nas articulações (5,2%) e cefaleia (4,5%). Em ambos os casos, as possíveis consequências de longo prazo ainda precisam de ser avaliadas.







