Covid-19. «Segunda fase de vacinação devia ser por idades ou a geração dos 70 aos 79 anos fica para trás», diz bastonário dos médicos

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, considera que a segunda fase do plano de vacinação contra a Covid-19 devia ser organizada «por idades», de forma a não deixar alguns grupos etários «para trás».

Revista de Imprensa

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, considera que a segunda fase do plano de vacinação contra a Covid-19 devia ser organizada «por idades», de forma a não deixar alguns grupos etários «para trás».

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Em declarações ao Diário de Notícias (DN), o responsável adianta que o critério da idade devia ser o único para a vacinação, tal como acontece na maioria dos países da União Europeia. Isto porque «a mortalidade provocada pela covid-19 na faixa etária acima dos 80 anos é de 14% e a taxa de mortalidade da faixa dos 70 aos 79 anos é a segunda maior, e vem por aí abaixo», começa por explicar.

Assim, «esta segunda fase da vacinação, que deve ser iniciada no mês de abril, deveria ser por idades, porque senão o que vai acontecer é que uma fatia grande de pessoas da faixa etária dos 70 aos 79 anos vai ficando, claramente, cada vez mais para trás, quando têm um risco de mortalidade mais elevada do que algumas pessoas que estão a ser vacinadas neste momento, como os professores, alguns com 20 ou 30 anos, o que não é sequer comparável», argumenta citado pelo jornal.

Miguel Guimarães indica que Portugal «vacinou os grupos assumidamente considerados de risco pela Organização Mundial da Saúde, os profissionais de saúde, porque precisamos destes para tratarem de nós e porque estão expostos a um maior risco; os cuidadores em lares, a população residente nestes e os maiores de 80 anos».

«Agora, o que deve ser feito é precisamente o que a Ordem tem vindo a propor: vacinar por idades. De cima para baixo, porque assim estaríamos a garantir a vacinação às pessoas mais frágeis pela idade e a todas as outras», defende, acrescentando: «A geração dos 70 aos 79 anos ainda é um grupo grande de risco que precisa de ser protegido, independentemente das doenças que tem.»

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Para o bastonário, «não faz sentido tornar-se a classe de professores prioritária, o que só posso aceitar por uma questão de resiliência e manter as escolas a funcionar, e não se vacinar a geração dos 70 aos 79 anos, doentes transplantados e até as pessoas de grupos de risco que foram infetadas há mais de 90 dias», reitera.

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