Covid-19: Se pudessem escolher, 35% dos portugueses tomavam a vacina da Pfizer

Destaca-se ainda o facto de 12,8% terem afirmado que não querem ser vacinados.

Simone Silva

Cerca de 35% dos portugueses, afirmaram que se pudessem escolher, preferiam tomar a vacina contra a Covid-19 da Pfizer, de acordo com um estudo do ISAG – European Business School e do Centro de Investigação de Ciências Empresariais e de Turismo da Fundação Consuelo Vieira da Costa (CICET-FCVC), que analisou a perceção da população nesta matéria.

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Para o efeito, a equipa de investigação pediu a cerca de mil inquiridos para selecionarem a marca da vacina que tomariam, no caso hipotético de poderem escolher. Dos 87,2% que queriam ser vacinados, 37% afirmaram que não tinham posição firmada sobre a seleção da marca».

Contudo, os restantes foram claros nas suas preferências: 34,9% tomariam a vacina da Pfizer, seguindo-se, a larga distância, a vacina da AstraZeneca (8,7%), a da Moderna (5,6%), e a das restantes marcas existentes no mercado (1,2%).

«As três marcas com peso mais relevante em termos de preferência foram mesmo aquelas em que o total dos inquiridos revelaram depositar maior confiança», pode ler-se no estudo, que aponta para cerca de 68,2% dos inquiridos que indicaram confiar ou confiar plenamente na BioNTech – Pfizer, contra 60,3% na Oxford – AstraZeneca, e 60,1% na Moderna.

Por outro lado, a maioria dos inquiridos apontou não ter opinião sobre as menos divulgadas marcas CureVac (58,3%) e Sanofi – GSK (57,1%) e ainda sobre a Janssen Pharmaceutiva NV (54,4%), que só muito recentemente foi aprovada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês).

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Dos envolvidos no estudo, «3,7% já tinham sido vacinados, 18,4% tinham estado infetados com COVID-19 e 15% tinham perdido um familiar ou amigo devido a esta doença. Destaca-se ainda o facto de 12,8% terem afirmado que não querem ser vacinados».

«Ficou, no entanto, muito evidente que a quase totalidade dos inquiridos pretende tomar a vacina contra a COVID-19, e que há um sentimento de confiança relativamente à mesma, independentemente da marca selecionada», afirmam os investigadores Victor Tavares e Paula Rodrigues, responsáveis pelo estudo.

O relatório mostra ainda que «entre os inquiridos que tomaram ou pretendem tomar a vacina, 76% indicaram que essa decisão é muito importante para si e 51,6% que não seria uma decisão difícil. Para além disso, 45,7% referem que não sentem qualquer insegurança a optar pela toma da vacina».

«Os inquiridos estavam também conscientes dos benefícios da vacina, já que 49,6% concordaram que não a tomar colocará a sua vida em risco, e 54,7% que, sem a vacina, será provável que fiquem infetados», revela a pesquisa.
Quando confrontados com a informação disponível sobre a vacina, 74,8% dos inquiridos afirmaram pensar nos seus benefícios imediatos e 82,4% nos benefícios a longo prazo. Para além disso, os inquiridos concordaram ou concordaram plenamente que a vacina que escolheram é útil (73,7%) e eficaz (63,5%) no tratamento da COVID-19.

Menores níveis de concordância foram registados na avaliação dos inquiridos sobre a marca das vacinas que escolheram. Por exemplo, apesar de 50,8% acreditarem que a marca selecionada é respeitável ou conceituada, 33% dizem que esse fator lhes é indiferente. Do mesmo modo, cerca de metade dos inquiridos afirmaram que a empresa escolhida é digna de confiança (50,5%) e que marca preferida é fiável (47,3%), mas para uma parte dos respondentes estes fatores são neutros (34,3% e 39,8%, respetivamente).

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