Covid-19: Saudi Aramco obriga trabalhador a vestir-se de desinfectante

Nas redes sociais, a gigante petrolífera foi acusada de falta de humanidade, por obrigar um trabalhador a ‘vestir-se’ com um distribuidor gigante de desinfectante de mãos.

Simone Silva

A Saudi Aramco foi acusada de ter atitudes racistas e abusivas ao obrigar um trabalhador estrangeiro a deslocar-se pelos corredores da empresa ‘vestido’ com um distribuidor gigante de desinfectante de mãos, de acordo com o ‘Independent’.

O trabalhador tem sido visto a circular nos corredores da empresa, mas também fora do perímetro dos edifícios da Saudi Aramco.

A petrolífera já emitiu um comunicado, onde se distancia da atitude, classificando-a até como «abusiva» e justificando-se dizendo que apenas pretendia sublinhar a importância de uma correcta desinfecção das mãos, como medida preventiva da doença.

«A empresa interrompeu imediatamente a acção e tomou medidas para impedir que tal volte a acontecer novamente», refere em comunicado.

Nas redes sociais, nomeadamente no Twitter, vários utilizadores descreveram a atitude da petrolífera como «escravidão moderna».

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https://twitter.com/HishamFageeh/status/1237406453175996417

Na publicação de um dos utilizadores, escrita em árabe, pode ler-se «lembro-me de um ditado: ‘a única coisa que não pode ser aprendida na universidade é a ética’. Procuro um refúgio em Deus contra a exploração do ser humano. Isto magoa o meu coração».

https://twitter.com/ruqaiya_h/status/1237424846499385345

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Noutra publicação pode ler-se «o responsável por esta ideia devia beber o desinfectante de mãos, para se limpar».

A Arábia Saudita tem sido fortemente criticada pela forma como trata os seus trabalhadores estrangeiros. No ano passado, o Bangladesh já tinha admitido que os trabalhadores  tinham enfrentado abusos sexuais e físicos.

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