A Saudi Aramco foi acusada de ter atitudes racistas e abusivas ao obrigar um trabalhador estrangeiro a deslocar-se pelos corredores da empresa ‘vestido’ com um distribuidor gigante de desinfectante de mãos, de acordo com o ‘Independent’.
O trabalhador tem sido visto a circular nos corredores da empresa, mas também fora do perímetro dos edifícios da Saudi Aramco.
A petrolífera já emitiu um comunicado, onde se distancia da atitude, classificando-a até como «abusiva» e justificando-se dizendo que apenas pretendia sublinhar a importância de uma correcta desinfecção das mãos, como medida preventiva da doença.
«A empresa interrompeu imediatamente a acção e tomou medidas para impedir que tal volte a acontecer novamente», refere em comunicado.
Nas redes sociais, nomeadamente no Twitter, vários utilizadores descreveram a atitude da petrolífera como «escravidão moderna».
https://twitter.com/HishamFageeh/status/1237406453175996417
Na publicação de um dos utilizadores, escrita em árabe, pode ler-se «lembro-me de um ditado: ‘a única coisa que não pode ser aprendida na universidade é a ética’. Procuro um refúgio em Deus contra a exploração do ser humano. Isto magoa o meu coração».
https://twitter.com/ruqaiya_h/status/1237424846499385345
Noutra publicação pode ler-se «o responsável por esta ideia devia beber o desinfectante de mãos, para se limpar».
A Arábia Saudita tem sido fortemente criticada pela forma como trata os seus trabalhadores estrangeiros. No ano passado, o Bangladesh já tinha admitido que os trabalhadores tinham enfrentado abusos sexuais e físicos.



