Em Portugal, a sublinhagem BA.2.12.1 já foi detetada e tem causado preocupação – embora apresente uma frequência relativa de menos de 1%, foi já detetada em 5 das 7 regiões do país, sugerindo um aumento da sua circulação. Esta linhagem tem suscitado interesse internacional pois caracteriza-se pela mutação adicional L452Q na proteína spike (afetando o mesmo local proteico referido acima) e tem apresentado um considerável aumento de circulação em alguns países, nomeadamente nos Estados Unidos da América e Espanha, segundo revelou o relatório esta terça-feira do INSA.
O Ministério da Saúde espanhol apontou ter detetado igualmente a presença de uma nova variante do coronavírus. Especificamente, a BA.2.12.1, da mesma linhagem do Ómicron mas com maior capacidade de contágio, segundo revelou o jornal espanhol ‘ABC’. A nova linhagem da Covid-19 é, por exemplo, predominante em Nova Iorque, onde as autoridades de saúde tiveram de decretar um alto nível de alarme devido à rápida expansão da nova variante.
BA.2.12.1 é até 27% mais contagiosa do que BA.2 (conhecido de ‘Ómicron stealth’), que continua a ser o predominante na Espanha, de acordo com o último relatório divulgado pelo Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias.
Ao todo, a BA.2.12.1 já está por trás de cerca de metade dos novos casos de coronavírus em países como os Estados Unidos, onde foi detetado em abril passado.
No entanto, os sintomas da variante BA.2.12.1 não diferem dos causados pelo resto das linhagens: estes incluem dor de garganta, espirros frequentes ou nariz entupido. Alguns casos de pessoas infetadas com a BA.2.12.1 relataram episódios de falta de ar e dificuldade para respirar; febre ou calafrios; cansaço geral e dores musculares; dor de cabeça; perda acentuada de paladar ou olfato; náusea e vómitos; e diarreia.













