Covid-19. Saiba o que diz o parecer do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças no qual o Governo se baseou

O primeiro-ministro anunciou o encerramento de todas as escolas até, pelo menos, 9 de Abril, numa conferência ao início da noite desta quinta-feira, apesar de não ter sido essa a recomendação do Conselho Nacional de Saúde Pública.

Executive Digest

O primeiro-ministro anunciou o encerramento de todas as escolas até, pelo menos, 9 de Abril, numa conferência ao início da noite desta quinta-feira, apesar de não ter sido essa a recomendação do Conselho Nacional de Saúde Pública. António Costa afirmou que a decisão foi baseada num parecer do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), publicado ontem. 

O que diz o EDCC? Segundo o “Público”, recomenda o fecho de portas das escolas, «tendo em consideração a incerteza das provas [científicas] em relação à transmissão da doença pelas crianças» ou do «potencial do aumento de transmissão a avôs vulneráveis».

Outras das prioridades são hospitais e instalações médicas de cuidados continuados. Neste caso, o objectivo é o abrandamento da procura de camas nos cuidados intensivos, a protecção das populações vulneráveis a infecções graves e dos profissionais de saúde que estão em contacto com os doentes, assim como a minimização da transmissão de casos para outras instalações de saúde.

Por outro lado, caso se verifique que os recursos ou a capacidade, deverão pôr-se em prática uma série de medidas para o uso racional relativamente aos testes de confirmação de diagnóstico, ao equipamento de protecção individual, às hospitalizações e à aplicação de critérios para levantar o isolamento dos doentes, por exemplo. «As abordagens relativas aos testes devem dar prioridade às populações vulneráveis e à protecção de instituições sociais e de saúde, incluindo os seus funcionários.»

«Os sistemas de vigilância nacionais devem ter como objectivo primário a detecção rápida de casos e a avaliação da transmissão na comunidade (…). À medida que a epidemia progrida, deverá monitorizar-se a sua intensidade e disseminação geográfica e o seu impacto na população e nos sistemas de saúde, bem como avaliar a eficácia das medidas em curso. (…) Em caso de capacidades limitadas e de medidas rigorosas de distanciamento social, a vigilância deve centrar-se nas infecções respiratórias agudas graves, na vigilância sentinela em consultas ambulatórias ou na recolha de dados através das linhas telefónicas de ajuda.»

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Quanto à formação dos profissionais de saúde, o ECDC sugere a «todas as instituições de saúde devem iniciar o treino do seu pessoal e daqueles que podem ser necessários durante a prestação de cuidados de saúde»: «Os países devem identificar as unidades de saúde que vão tratar os casos de covid-19, para liminar a transmissão a quem não está infectado» e, além disso, «os países devem identificar instituições adicionais que podem ser usadas para tratar “casos com sintomas ligeiros, para a eventualidade de as instituições de saúde excederem a sua capacidade de intervenção».

Relativamente às máscaras, a «prioridade máxima para o uso de máscaras (do tipo FFP2 e FFP3) é para os profissionais de saúde, em particular durante os procedimentos que gerem aerossóis, incluindo os esfregaços».

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