Com grande avanço, nas últimas semanas, na aplicação da terceira dose da vacina, o fármaco da Moderna é um dos utilizados. Mais reativo do que outros, entre os seus efeitos secundários, foi recentemente detetado o aparecimento de parestesia.
Segundo o ‘elEconomista’, que cita o Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Acidentes Cerebrovasculares , este efeito destaca-se pela “sensação de queimaduras ou feridas nas mãos, braços ou pernas (extremidades) que sem causar dor, nem aviso prévio, aparecem como um formigueiro”.
Se surgir na forma de parestesia transitória, causada por exemplo por ficar sentado durante muito tempo, não acarreta muitas preocupações para a saúde humana. Caso diferente é a parestesia crónica (permanente).
Nesta situação, adianta o jornal, as autoridades de saúde recomendam consultar um médico para atualizá-lo sobre o seu estado clínico, mas, acima de tudo, manter a calma, uma vez que pode ser um efeito que desaparece após algumas horas.
Além disso, de acordo com as autoridades de saúde, este tipo de efeito pode surgir até três dias após a vacinação.
Mais de 22 380 suspeitas de reações adversas às vacinas contra a covid-19 foram registadas em Portugal até final do mês passado e houve 126 casos de morte comunicados em idosos, sem que esteja demonstrada a relação causa-efeito, segundo o Infarmed.
De acordo com o último relatório, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, até ao dia 31 de janeiro foram notificadas 22 387 reações adversas (uma por cada 1.000 vacinas administradas), 7164 das quais consideradas graves, mas o Infarmed insiste que “as reações adversas às vacinas contra a covid-19 são pouco frequentes, com cerca de um caso em mil inoculações”, um valor que se tem mantido estável ao longo do tempo.
A maior parte das reações adversas (11 451) são referentes à vacina da Pfizer/BioNtech (Comirnaty), seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 6222, a da Moderna (Spikevax), com 2703, e a da Janssen, com 1890 casos.












