Quem receber a vacina russa contra a covid-19, a Sputnik V, não deve ingerir álcool nos 42 dias seguintes, recomendou a vice-primeira-ministra russa, Tatiana Golíkova, responsável pelo plano de vacinação, e a chefe dos serviços sanitários russos, Anna Popova.
“Os vacinados devem evitar locais públicos e reduzir a ingestão de drogas e álcool, que podem suprimir o sistema imunológico, nos primeiros 42 dias após a aplicação da primeira das duas doses”, alertou Golíkova.
A campanha na Rússia já começou este sábado na capital, em Moscovo, e vai alargar-se ao resto do país nas próximas semanas. A vacina é voluntária e a sua toma envolve duas doses, com três semanas de intervalo.
A chefe dos serviços sanitários russos, Anna Popova, disse que o consumo de álcool devia ser interrompido “pelo menos duas semanas antes da imunização”, afirmou numa entrevista ao The Moscow Times.
Tal como Tatiana Golíkova, Popova também recomendou evitar o álcool durante 42 dias após a primeira injeção, explicando que “a imunidade estava a ser desenvolvida” e era “preciso cuidado”.
Anna Popova aconselhou ainda que as pessoas que recebessem a vacina também não fumassem antes e depois da injeção, porque isso poderia afetar a resposta imunológica e causar algum tipo de irritação pulmonar.
A Rússia enviou esta quarta-feira à Organização Mundial da Saúde a documentação referente à segunda vacina do país contra a covid-19 – a EpiVacCorona – anunciou Anna Popova.
Nas últimas 24 horas registaram-se no país 559 óbitos e 26.190 novos casos de covid-19. No total, a Rússia acumula 2,5 milhões de contágios sendo o quarto país do mundo mais afetado pelo SARS-CoV-2, depois dos Estados Unidos, Índia e Brasil.













