Covid-19. Reunião tensa do Conselho Europeu. Itália não permite “fumo branco”

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) realizaram, esta quinta-feira, um novo Conselho Europeu por videoconferência para discutir a resposta conjunta à pandemia de Covid-19, com Portugal e outros países a defenderem ações ainda mais robustas.

Com as economias europeias já a sofrerem os choques do confinamento generalizado decretado nos Estados-membros da UE, aumentam os países reclamam medidas ainda mais ambiciosas ao nível europeu.

A reunião deveria ter terminado por voltas das 17h em portugal mas ainda não tem fim à vista. Algumas infromaçºoes que vão circulando dão conta de que está a ser um encontro difícil, sobretudo porque Itália se recusa a assinar a declaração conjunta que foi preparada para esta reunião.

Esta declaração é uma compilação das medidas avançadas pelos Estados-membros e que dá conta da intenção deste Estados em pedir à Comissão Europeia para concretizar um plano de ação para dar resposta de resposta ao impacto económico da pandemia, que importa começar já a meter em prática.

Mas do ponto de vista das autoridades italianas, estas medidas, que constam deste documento, “não chegam, são insuficientes”. O primeiro-ministro italiano,Giuseppe Conte, está particularmente desagradado com a ausência da possibilidade de mutualização das dívida europeia e com o não avançar dos ‘coronabonds’.

Recorde-se que primeiro-ministro António Costa e oito outros chefes de Estado e de Governo escreveram ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a defender a implementação de um instrumento europeu comum de emissão de dívida para enfrentar a crise provocada pela pandemia.

Na carta, os chefes de Estado e de Governo de Portugal, França, Itália, Espanha, Bélgica, Luxemburgo, Irlanda, Grécia e Eslovénia defendem que, face à gravidade da situação, além das medidas já tomadas, é necessário avançar para “um instrumento comum de dívida, emitida por uma instituição europeia, para angariar fundos no mercado na mesma base e em benefício de todos os Estados-membros”.

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