A fadiga pandémica é um fenómeno que já percorre toda a Europa, mas as restrições do novo coronavírus podem prolongar-se no próximo ano, de acordo com um especialista em saúde pública, que considera que os países devem reforçar as suas campanhas de vacinação contra a covid-19.
“Precisamos certamente de nos aperceber e preparar para o facto de que [as restrições] não vão acabar no verão (…) E provavelmente não vão acabar até ao final do ano”, disse à Euronews Jeffrey Lazarus, chefe da equipa de sistemas de saúde do Instituto de Saúde Global de Barcelona.
O diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge, já avisou em fevereiro que a pandemia pode não terminar até ao início de 2022.
Este fim-de-semana surgiram protestos anti-confinamento pela Europa, quando a Polónia e a França começaram a impor novos confinamentos parciais e outros Estados-membros da UE consideraram medidas semelhantes para travar o aumento de casos de covid-19. Alguns dos manifestantes afirmaram que viviam sob uma “ditadura da saúde”.
O perito, Jeffrey Lazarus, disse que “compreende muito bem” a fadiga pandémica e a frustração das pessoas, e que os protestos são “apenas a ponta do iceberg”.
“A maioria deles não estão nas ruas e não estão realmente a manifestar a sua frustração. Portanto, penso que temos de levar estas manifestações a sério para compreender o que está no cerne da questão e como a abordar”, disse.
As pessoas tornaram-se “complacentes” com a covid-19 e os governos precisam de explicar melhor por que estão a restringir as viagens e as liberdades para proteger os seus sistemas de saúde, acrescentou o especialista.
“Estamos a assistir a um aumento nos casos e essa é uma situação muito perigosa no que diz respeito à propagação de variantes que são mais contagiosas, mais virulentas, e muito mais graves”, disse ainda.
Para controlar a pandemia e atenuar a situação, o perito considera que os países devem acelerar as campanhas de vacinação contra a covid-19, para garantir a imunidade de grupo o mais cedo possível.














