O Reino Unido vai receber o seu primeiro lote da vacina contra a Covid-19 da Pfizer / BioNTech, numa questão de «horas», depois de o país ter sido o primeiro do mundo a aprovar finalmente uma vacina contra a doença viral.
Jonathan Van-Tam, vice-diretor geral da saúde do país confirmou que a primeira remessa, que saiu da fábrica belga da Pfizer em camiões na noite passada, vai chegar «muito em breve, dentro de «horas», com a maior campanha de vacinação já feita no Reino Unido a arrancar na próxima semana.
Em declarações ao programa da manhã da BBC, Van-Tam disse: «Atualmente, esperamos recebê-las em muito, muito em breve no Reino Unido, e quero dizer horas, não dias», afirmou, mostrando-se bastante otimista com o recebimento das vacinas.
Em preparação para a operação gigantesca, o Exército e o NHS (Serviço Nacional de Saúde) já fizeram um ensaio clínico da campanha. O ensaio do Exercício ocorreu num estádio de futebol de Bristol e contou com 30 funcionários e voluntários.
Cerca de 50 hospitais estão prontos para iniciar a vacinação contra o novo coronavírus quando a primeira de 40 milhões de doses for administrada na próxima semana.
Recorde-se que ontem o Reino Unido aprovou a vacina contra a Covid-19 da Pfizer, mas o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, procurou moderar as expectativas sobre a velocidade de distribuição da vacina contra a covid-19.
“Penso que, nesta fase, é muito, muito importante que as pessoas não tenham esperanças muito altas sobre a velocidade com que seremos capazes de implementar esta vacina”, avisou ontem, durante o debate semanal no parlamento.
A campanha de vacinação, disse Johnson, vai começar “a partir da próxima semana” com 800 mil doses da vacina Pfizer/BioNTech, suficientes para 400 mil pessoas (cada pessoa precisa de duas doses), e o governo britânico aguarda mais “vários milhões de doses” antes do final do ano.
A agência de medicamentos britânica anunciou hoje que aprovou a vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 após “análises rigorosas”, tornando-se a primeira autoridade sanitária ocidental a aprovar uma vacina contra a doença.
A Comissão Conjunta de Vacinação e Imunização do Reino Unido estabeleceu uma ordem de prioridades com que a população de 66 milhões de habitantes deve receber a vacina, colocando no topo residentes e funcionários de lares de idosos, seguidos por idosos com mais de 80 anos e profissionais de saúde.
A lista continua depois em contagem decrescente em termos de grupos etários e pessoas vulneráveis em termos de risco ou problemas de saúde.
Porém, o primeiro-ministro britânico deu a entender que a ordem de prioridade poderá ser afetada pela necessidade de armazenar a vacina Pfizer/BioNTech a temperaturas muito baixas, limitando o seu transporte e distribuição.
As duas doses são administradas com diferença de aproximadamente um mês.
“Este tipo específico de vacina rapidamente para os lares de idosos, porque ela precisa ser mantida a 70.º negativos, tem desafios logísticos a serem superados para que as pessoas vulneráveis tenham acesso à vacina de que precisam”, justificou.
Boris Johnson prometeu avançar com a vacinação “o mais rápido possível” mas vincou que a atual estratégia de restrições locais e testes rápidos durante os “meses difíceis de inverno”, indicando que a operação deverá prolongar-se pelo menos até à primavera de 2021.
O Reino Unido garantiu 357 milhões de doses de diferentes projetos de vacina contra a covid-19 ainda durante a fase de desenvolvimento, incluindo 40 milhões da Pfizer/BioNTech, mas a maioria ainda não foi aprovada nem entrou na fase de produção.







