Covid-19: Reino Unido também vai passar “certificados de imunidade” para o regresso à vida normal

Depois da Alemanha, é agora a vez do Reino Unido implementar «certificados de imunidade», ou seja, documentos que comprovem que um paciente infectado com covid-19 já desenvolveu os anticorpos necessários contra a doença, encontrando-se totalmente recuperado, o que o permite regressar assim à vida normal, de acordo com um anúncio feito pelo secretário da saúde britânico, Matt Hancock, citado pelo ‘Independent’.

O responsável explica, no entanto, que a medida apenas será implementada se os testes de anticorpos, que comprovam essa imunidade, estiverem disponíveis em larga escala, deixando o alerta que os mesmos testes não serão introduzidos imediatamente, uma vez que ainda não foram aprovados pela ‘Public Health England’,, devido aos níveis de precisão exigidos.

Quando questionado sobre se o modelo alemão seria adoptado, Matt Hancock disse: «Estamos a analisar os certificados de imunidade, para que as pessoas que foram infectadas com o vírus e já receberam os anticorpos, ou seja, a imunidade, possam regressar ao normal, o mais cedo possível», ressalva contudo que «ainda é muito cedo para poder esclarecer tudo cientificamente».

O anúncio de Hancock surge depois do porta-voz oficial de Boris Johnson ter dito que o Reino Unido estava pronto para «considerar» a implementação de certificados de imunidade, caso se mostrassem úteis em outros países.

Os ministros britânicos consideram que os teste de anticorpos podem funcionar como um «potencial separador de águas», encomendando já milhões, que, contudo, ainda não foram aprovados pelos testes reguladores.

O professor britânico de Saúde Pública, John Newton, disse que, uma vez aprovado, o teste de anticorpos pode «ser difundido rapidamente para um número muito elevado de pessoas, milhões e milhões de pessoas», afirma citado pelo ‘Independent’, ressalvando no entanto, que ainda não se sabe se os anticorpos indicarão uma imunidade permanente ao coronavírus, ou apenas uma protecção de curta duração contra o regresso da doença.

«Acho que temos que estar optimistas de que pode existir alguma imunidade, mas não temos a certeza do nível, até ao momento», sublinha Newton.

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