O Governo britânico revelou a intenção de reconsiderar a vacinação obrigatória para o Serviço Nacional de Saúde e outros trabalhadores, por entre uma crescente pressão para abandonar a medida. Cerca de 80 mil profissionais de saúde na Inglaterra podem perder os seus empregos se a regra for introduzida em abril. No entanto, o Royal College of Nursing garantiu que “não faz sentido” arriscar perder-se milhares de trabalhadores qualificados e experientes por causa dessa política.
O secretário-chefe do Tesouro, Simon Clarke, frisou que o Governo vem mantendo a política sob revisão e disse que a natureza mais branda da variante Ómicron “abre espaço” para mudanças. No outono passado, quando a variante Delta estava a espalhar-se rapidamente e a causar o aumento dos internamentos hospitalares, o Governo anunciou um plano para tornar obrigatórias as vacinas para os profissionais de saúde.
Segundo o plano, os funcionários devem receber as primeiras doses da vacina até 3 de fevereiro e devem estar duplamente vacinados antes da entrada em vigor da política, a 1 de abril. “O que sabemos sobre a Ómicron é que é muito mais transmissível mas menos grave”, reforçou Clarke. “Qualquer decisão tomada nesta semana vai refletir essa realidade.”
“Estamos a tentar encontrar, ao longo desta pandemia, o equilíbrio certo entre ter o máximo impacto em termos de medidas de apoio à segurança pública diante do vírus, mas também ter o mínimo impacto em termos das nossas liberdades mais amplas como sociedade”, apontou Clarke.
Cerca de 40 mil pessoas perderam os seus empregos quando a vacinação tornou-se obrigatória para os trabalhadores de casas de repouso. Nadra Ahmed, presidente da National Care Association, disse estar “frustrada” e “triste por todas as pessoas que podem ter perdido os seus empregos desnecessariamente” devido à política.






