As autoridades da província de Henan, no centro da China, decidiram colocar o território de Jia, em isolamento total, depois de terem sido identificados casos de coronavírus num hospital da área, numa tentativa de evitar um segundo surto, de acordo com o ‘South China Morning Post’.
Numa altura em que o país tenta recuperar e regressar à normalidade, medidas preventivas de contenção da pandemia entraram em vigor esta terça-feira, no referido território chinês, perto da cidade de Pingdingshan, onde os cerca de 600 mil habitantes foram aconselhados a ficar em casa, seguindo um aviso das autoridades oficiais.
«É necessária uma aprovação especial para realizar qualquer movimento fora de casa», alertam as autoridades, adiantando que caso seja necessário deslocarem-se, devem fazê-lo sempre com máscaras e medindo regularmente a temperatura corporal.
Todas as empresas foram encerradas, excepto: o sector de serviços públicos, fornecedores hospitalares, empresas de logística e empresas de processamento de alimentos. Também as lojas, à excepção de supermercados, hospitais, postos de gasolina, farmácias e hotéis, foram encerradas.
Para além disso, apenas pessoas com permissões especiais estão autorizadas a trabalhar e os carros só podem ser utilizados em dias alternados.
Após mais de três meses de medidas restritivas para conter a propagação do novo coronavírus, a China registou uma diminuição do número de casos de infecção. Na quarta-feira, a Direcção Geral da Saúde do país registou 36 novos infectados, que se tratavam todos de casos importados, à excepção de um.
Apesar de os líderes chineses pretenderem reiniciar a economia do país, sublinham que essa decisão deve ser feita de forma equilibrada, nunca descurando as medidas de contenção.
O presidente Chinês, Xi Jinping, ressalva que o país deve tomar medidas com cautela, para que gradualmente a vida regresse à normalidade, alertando as autoridades para que não existam falhas que permitam o regresso do vírus à China, que já registou mais de 82 mil casos de infecção por covid-19 e mais de 3.300 vítimas mortais.














