Em apenas duas semanas, a Rede de Emergência Alimentar – criada pela Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome em parceria com a associação Entrajuda- recebeu mais de 3100 pedidos de ajuda. Segundo avança o jornal Público, a maioria dos pedidos chega de pessoas que não tinham ainda uma relação com esta organização mas que, de um momento para o outro, começaram a precisar de apoio.
A Rede de Emergência Alimentar é uma plataforma online criada para registar novos pedidas de ajuda alimentar. Nas suas duas primeiras semanas de funcionamento, foram contabilizados 3.126 pedidos de Norte a Sul de Portugal, o que representa uma média de 223 por dia. Deste total, indica a mesma publicação, 59% já foram encaminhados.
Os distritos com mais pedidos são Lisboa, Setúbal, Porto e Braga, facto justificado por Isabel Jonet com as despesas dos residentes nestas regiões em termos de habitação: grande parte do rendimento mensal vai só para a renda, fazendo com que o carrinho de supermercado sofra.
«Estas pessoas enfrentam aquele que é o maior desafio que há nas famílias carenciadas que são as rendas de casa, que aumentaram imenso e que ocupam quase o seu salário total», comenta a presidente da Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome.
Em apenas duas semanas, a Rede de Emergência Alimentar – criada pela Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome em parceria com a associação Entrajuda- recebeu mais de 3100 pedidos de ajuda. Segundo avança o jornal Público, a maioria dos pedidos chega de pessoas que não tinham ainda uma relação com esta organização mas que, de um momento para o outro, começaram a precisar de apoio.
A Rede de Emergência Alimentar é uma plataforma online criada para registar novos pedidas de ajuda alimentar. Nas suas duas primeiras semanas de funcionamento, foram contabilizados 3.126 pedidos de Norte a Sul de Portugal, o que representa uma média de 223 por dia. Deste total, indica a mesma publicação, 59% já foram encaminhados.
Os distritos com mais pedidos são Lisboa, Setúbal, Porto e Braga, facto justificado por Isabel Jonet com as despesas dos residentes nestas regiões em termos de habitação: grande parte do rendimento mensal vai só para a renda, fazendo com que o carrinho de supermercado sofra.
«Estas pessoas enfrentam aquele que é o maior desafio que há nas famílias carenciadas que são as rendas de casa, que aumentaram imenso e que ocupam quase o seu salário total», comenta a presidente da Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome.
Contam-se ainda muitos casos de pessoas com situações laborais que não eram estáveis e que, por isso, agora estão completamente desamparadas, tal como explica Isabel Jonet. Mães de baixos recursos com filhos nas creches, infantário ou ATL, por exemplo, deixaram de ter quem lhes alimentasse as crianças. «E agora que está em casa, a mãe tem de lhe dar de comer. A própria mãe, muitas vezes, também comia no trabalho. Isto é tão perverso porque é um sistema que se enrola a si próprio», sublinha Isabel Jonet.
Os pedidos recebidos pela Rede de Emergência Alimentar juntam-se às 400 mil pessoas que já são apoiadas habitualmente pelo Banco Alimentar – que, para já, continua a funcionar. Ao contrário de várias instituições sociais, o Banco Alimentar começa a sentir falta de funcionários mas não de apoios e o maior receio reside mesmo na campanha de recolha marcada para Maio.
«“As campanhas representam uma grande percentagem dos produtos secos (massas, arroz, farinhas) que entram nos bancos alimentares», reconhece Isabel Jonet.









