Os números da campanha sazonal de vacinação, que rondam uma participação de 50%, têm ficado aquém do esperado. Mas Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, na visita ao Centro de Vacinação da Ajuda, em Lisboa, fez um apelo aos portugueses.
“O processo começou mas vai desenvolver-se. E fazemos o primeiro grande apelo: quem receber um agendamento não falte, só por motivos de força maior. Por dois motivos: quando as pessoas são chamadas é porque é a altura ideal para as pessoas serem vacinadas e ficarem protegidas. Segundo, mobilizámos muitos recursos, médicos, enfermeiros, e agendámos para um determinado nível de trabalho, ficamos à espera das pessoas e temos de ter em consideração que os recursos em saúde têm de ser bem utilizados”, frisou a responsável, garantindo:
“Queremos que passem um Natal bem passado. Pretendemos vacinar 3 milhões de pessoas antes do Natal exatamente para ter um inverno mais tranquilo”, explicou. “Queremos que quando se iniciarem as ondas da gripe e da Covid-19 as pessoas tenham alguma proteção, contra doença grave ou hospitalização ou desfecho fatal. Esta campanha sazonal destina-se às pessoas mais vulneráveis”, frisou, garantindo que a nova vacina adaptada, já preparada para a variante Ómicron.
“Quero tranquilizar toda a gente sobre a segurança da vacina: as doses anteriores foram seguras. As novas vacinas deixaram dúvidas mas posso dizer para ficarem totalmente tranquilos: as vacinas atuais são tão seguras quanto as anteriores. Em termos de segurança, é excelente. Foram dadas 26 milhões de doses em Portugal e não houve casos graves.”
As normas de visitas aos hospitais, segundo Graça Freitas, “são da responsabilidade dos conselhos de administração.” “Mas peço, liberalizem um bocadinho mais as visitas aos doentes. Têm de ter mecanismos de controlo, não de restrição. A DGS não limita as visitas mas pede que organizem todo o seu circuito para minimizar contágios.”





