O Governo reúne-se esta quarta-feira com os especialistas, no Infarmed em Lisboa, com um possível alívio de medidas em cima da mesa, uma vez que a situação pandémica tem estado a progredir de forma favorável.
Assim, e de acordo com o que tem vindo a ser dito por vários especialistas, uma das regras que pode vir a ser aliviada é o isolamento, havendo a possibilidade de as pessoas infetadas e sem sintomas poderem vir a ser dispensadas de cumprir essa obrigação.
“A DGS há de rever os períodos de isolamento como já foi anunciado, porque apesar de tudo permanecemos com mais de um milhão de isolados”, e isso deve ser revisto, defendeu o matemático Óscar Felgueiras.
A par disso, também o uso da máscara pode passar a ser obrigatório apenas em situações de risco, nomeadamente para visitar os doentes, em contexto hospitalar e médico, em profissionais de saúde e em pessoas com sintomas, sendo dispensável para a maioria dos restantes casos.
Prevê-se ainda que os limites de lotação que persistem em alguns locais, deixem de existir. “O importante é que haja um levantamento gradual de algumas regras”, nomeadamente, “os limites de lotação nos espaços, o uso das máscaras (pelo menos no exterior) e os períodos de isolamento”, resume Óscar Felgueiras.
Adicionalmente, os programas de testagem massiva também poderão ser aliviados, dando lugar apenas a testes mais residuais, para casos específicos. “É natural que a testagem massiva caia, mas temos de manter ainda alguma testagem para as populações mais vulneráveis, para as situações de maior risco de transmissão”, aponta a investigadora Raquel Duarte.
Por outro lado, a vacinação deve manter-se, bem como, a ventilação dos espaços e outras regras básicas de higiene e lavagem de mãos, por exemplo, de forma a prevenir que o vírus circule na sociedade.
“Há uma série de comportamentos que surgiram com a covid-19 que vão ter de ser mantidos”, nomeadamente o facto de as pessoas não poderem ir trabalhar com sintomas, para não contagiar os outros, segundo Raquel Duarte.
Da mesma forma, “a proteção dos mais vulneráveis e a existência de planos de contingência, ajustados às necessidades atuais para preparar os serviços para novos picos, novas ondas”, devem continuar.












