Covid-19: quase um terço dos idosos com mais de 65 anos desenvolveu após a infeção sequelas que exigiram cuidados médicos, aponta estudo

As condições afetaram vários órgãos e sistemas importantes, incluindo coração, rins, pulmões e fígado, além de complicações de saúde mental

Francisco Laranjeira

Quase um terço (32%) dos idosos com mais de 65 anos infetados pela Covid-19 desenvolveu uma nova condição que exigiu atenção médica nos meses após a infeção inicial, um valor 11% superior aos que não acusaram positivo, de acordo com um estudo publicado recentemente pela revista científica britânica ‘The BMJ’.

O estudo, que envolveu mais de 87 mil pacientes, apontou que 27.698 dos quais teve necessidade de atendimento médico no período pós-agudo da infeção por uma ou mais sequelas clínicas novas ou persistentes. Insuficiência respiratória, fadiga, hipertensão, dificuldades de memória, lesão renal, diagnósticos de saúde mental, hipercoagulabilidade e distúrbios do ritmo cardíaco foram os principais sintomas descritos.

As condições afetaram vários órgãos e sistemas importantes, incluindo coração, rins, pulmões e fígado, além de complicações de saúde mental. Os resultados do estudo confirmam um risco excessivo para sequelas persistentes e novas em adultos com uma idade superior aos 65 anos após uma infeção aguda pelo SARS-CoV-2.

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