Quase 50% das empresas não tem condições para se manter em atividade por mais de dois meses sem
medidas adicionais de apoio à liquidez, segundo os dados do Inquérito Rápido e Excecional às Empresas (COVID-IREE), realizado pelo Instituto Nacional de Estatística e o Banco de Portugal, divulgado esta terça-feira.
Na semana de 6 a 10 de abril, o inquérito aferiu junto dos empresários portugueses o tempo que preveem permanecer em atividade sem medidas adicionais de apoio à liquidez.
De entre as principais conclusões destaque para quase 50% das empresas referir só conseguir manter-se em atividade até 2 meses sem medidas adicionais de apoio à liquidez, sendo que 10% reportaram que não têm condições para se manter por mais de um mês.
Estas percentagens são mais expressivas no grupo das empresas de micro e pequena dimensão. Por setor,
volta-se a destacar o Alojamento e restauração.
Evidencia-se ainda o facto de cerca de 12% das empresas ter recorrido a crédito adicional na semana anterior, sendo esta percentagem superior nas empresas de micro dimensão e inferior nas grandes.
Por setor, a maior percentagem de empresas que recorreu a crédito adicional pertence ao setor do Comércio.
Acresce ainda que, das empresas que aumentaram o recurso ao crédito, 82% reportaram um aumento do financiamento junto de instituições financeiras e 54% reportaram um aumento do crédito de fornecedores.
Na maioria dos casos, os novos créditos apresentaram condições semelhantes às anteriormente praticadas.
Do conjunto de empresas que não aumentou o recurso ao crédito, 76% reportaram que não recorreram a crédito adicional por não o ter pretendido. As razões subjacentes ao não recurso a crédito adicional são similares em termos de dimensão da empresa e de setor de atividade.
O que esperar dos preços praticados?
Segundo o COVID-IREE, a maioria das empresas reportou uma manutenção dos preços praticados. 90% das empresas referiram que os seus preços se deverão manter inalterados e 7% reportaram que estes deverão diminuir. Estas intenções são relativamente uniformes entre os escalões de dimensão.
A proporção de empresas que tenciona reduzir preços de venda é ligeiramente mais significativa (16%) no setor do Alojamento e restauração.
O Inquérito Rápido e Excecional às Empresas (COVID-IREE), com frequência semanal, tendo como objetivo identificar os efeitos da pandemia na atividade das empresas. Esta informação é necessária para que se possam reconhecer tendências e perspetivar linhas a seguir para minorar impactos económicos, nomeadamente sobre as próprias empresas.













