Covid-19: Quase 40% dos professores que já voltaram ao presencial dizem que não se sentem seguros na escola, revela estudo

Quase 40% dos docentes dos 2º e 3º ciclos do ensino básico disseram que não se sentem a trabalhar em segurança com os alunos, e quase 50% afirma que os alunos não usam a máscara facial fora das salas de aula.

Estes são os resultados da segunda consulta que a Federação Nacional de Educação (FNE) promoveu a propósito do regresso à atividade letiva presencial, desta vez dirigida aos docentes e não docentes envolvidos no trabalho com os alunos dos 2º e 3º ciclos do ensino básico, cujo início das aulas começou a 5 de abril.

Ainda assim, segundo a pesquisa, 72% considera que a escola está a organizar todos os aspetos necessários para garantir que seja um local seguro.

Com base nos dados recolhidos, é possível registar como primeira conclusão o crescimento do sentimento de insegurança no trabalho com os alunos, face à primeira consulta (educadores e professores do pré-escolar e primeiro ciclo), altura em que este sentimento ficava nos 26,9% subindo agora para 37,7%.

Nesta segunda consulta, revela a FNE, 64,1% dos inquiridos respondeu que não há cumprimento das regras de segurança por parte dos alunos, o que representa um crescimento importante em
relação à consulta anterior, em que esta resposta ficava nos 37%.

Em relação ao incumprimento de regras, e na identificação dos comportamentos que são desrespeitados, o que fica registado com maior relevância é a questão do distanciamento (referido por 92.9%), e depois a falta de uso da máscara facial fora das salas de aula (49.9%) e a falta de higienização das mãos (40,4%).

Ainda dentro desta dimensão, sublinha-se que, quanto ao grau de confiança em relação às medidas de segurança adotadas na escola em que trabalham, os índices são idênticos em ambas as consultas (46,9% agora e 43,7% na anterior).

Um segundo conjunto de conclusões diz respeito à apreciação do bem-estar emocional dos alunos com o regresso à atividade letiva presencial. Aqui, 50,9% afirma que a saúde mental e o bem-estar dos alunos melhorou (eram 58% na consulta anterior), e 13,9% afirma que piorou (7,3% nos Educadores de Infância e Professores do 1º ciclo).

Uma terceira questão prendia-se com o sentimento dos Docentes com o seu regresso à atividade letiva presencial. Para 54,6%, não registou alterações, mas 25,4% afirma que melhorou e 20% sente que o seu bem-estar piorou.

Adicionalmente, esta segunda consulta, procurou também identificar as atuais três maiores preocupações destes profissionais em relação à sua atividade profissional. A saúde mental e o bem-estar (59,4%), seguida da saúde e segurança no trabalho (52,5%), destacaram-se, seguidas do excesso de trabalho (48,6%) e o efeito da pandemia nas aprendizagens (47,5%). Estes valores são muito próximos dos verificados na primeira consulta aos docentes, e têm valores idênticos nas respostas dadas pelos Não Docentes nesta segunda consulta.

A quinta área de apreciação debruçava-se sobre a vacinação. 74% dos professores respondeu já ter sido vacinado ou já tinha recebido marcação para o efeito, notando-se genericamente uma apreciação positiva em relação ao processo.

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