O presidente russo, Vladimir Putin, revelou esta terça-feira que o país está prestes a registar a sua terceira vacina contra o novo coronavírus, segundo a agência de notícias russa, Tass. o anúncio acontece um dia depois de a Pfizer e da BioNtech terem anunciado resultados de eficácia de 90% da sua vacina.
Putin referiu que «todas» as vacinas russas contra a Covid-19 se mostraram eficazes e que o país em breve iria registar uma terceira vacina contra o vírus, no entanto, não deu mais nenhum detalhe sobre a vacina ou o seu registo.
O responsável acrescentou ainda que Moscovo está preparado para colaborar com todos os outros países nesta matéria, contudo alertou contra a «politização» do processo. «Concordo que a vacina deve pertencer a toda a humanidade», disse acrescentado: «Estamos prontos para cooperar com todos os países, incluindo nossos parceiros SCO».
Estas declarações tiveram lugar numa cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), que se realizou esta manhã e surgiram um dia depois de a gigante farmacêutica Pfizer e da empresa de biotecnologia alemã BioNTech terem anunciado os resultados preliminares de testes clínicos da sua vacina, que mostram uma eficácia de 90% contra a doença viral.
A notícia fez disparar os mercados de ações globais e gerou um otimismo cauteloso por parte dos governos ocidentais, parecendo marcar assim um avanço na luta contra a doença, ainda que a sua vacina não seja a única em desenvolvimento.
Recorde-se que a Rússia foi o primeiro país a registar e aprovar uma vacina contra o coronavírus, chamada “Sputnik V”, em agosto. O país tem o quinto maior número de infeções por coronavírus do mundo, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, com quase 1,8 milhões de casos confirmados.
O anúncio da sua vacina em agosto gerou preocupações, por parte de alguns membros da comunidade científica internacional, sobre a velocidade da aprovação (a vacina não tinha ainda iniciado os testes de fase três) e a falta de dados disponíveis que apoiem as alegações russas sobre a eficácia e segurança do fármaco.
Em setembro, o Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya da Rússia, que desenvolveu a vacina, publicou os resultados dos testes iniciais no jornal médico The Lancet, mas a confiabilidade dos dados foi questionada pela comunidade científica.








