A disseminação de casos de Covid-19 relacionados com a variante Ómicron pode levar ao surgimento de variantes novas e mais perigosas, de acordo com uma especialista da Organização Mundial de Saúde (OMS).
“Quanto mais a Ómicron se espalha, mais ela transmite e se replica, sendo mais provável que se desenvolva uma nova variante”, disse a responsável de emergências da OMS, Catherine Smallwood, esta terça-feira.
Em declarações à ‘AFP’, a especialista sublinhou que a “Ómicron é letal, pode causar morte. Talvez ligeiramente menos do que Delta, mas quem sabe o que a próxima variante pode trazer”, disse Smallwood.
Desde que a variante altamente contagiosa foi detetada pela primeira vez em novembro, surgiu em pelo menos 128 países. A Europa reportou mais de cinco milhões de novos casos apenas na última semana de 2021, “quase a ultrapassar o que vimos no passado”, acrescentou.
“Estamos numa fase muito perigosa, observamos as taxas de infeção a aumentarem significativamente na Europa Ocidental e o impacto total disso ainda não está claro”, alertou.
O Reino Unido registou 218.724 casos pela primeira vez na terça-feira, enquanto a França registou um novo máximo de 271 mil infeções, à medida que a variante atinge a Europa.
Os Estados Unidos reportaram quase um milhão de novas infeções por coronavírus na segunda-feira, a maior contagem diária de qualquer país do mundo.
Em Portugal, 90% dos casos da Covid-19 são já causados pela variante Ómicron, num total de mais de 40 mil casos positivos registados desde 1 de dezembro. Recorde-se que a Ómicron obrigou os países a reimpor o bloqueio e as restrições de viagens.
Embora a variante se espalhe a uma taxa sem precedentes em todo o mundo, acredita-se que a Ómicron cause sintomas mais ligeiros.
“Estamos a ver cada vez mais estudos a apontar que esta variante está a infetar apenas a parte superior do corpo. Ao contrário dos outros que podem causar pneumonia grave ”, disse o gestor de incidentes da OMS, Abdi Mahamud, em conferência de imprensa. “Pode ser uma boa notícia, mas precisamos de mais estudos para provar isso”, concluiu.







