As esplanadas de bares e restaurantes tornam-se locais “inseguros” se fumarem nos mesmos, porque o vírus pode propagar-se através do fumo a uma distância de até oito metros, avança o ‘La Vanguardia’.
Segundo o jornal, o alerta foi dado pela Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR), que revelou que esses espaços podem ser inseguros para utilizadores e trabalhadores devido ao risco de contágio que acarretam.
“A disseminação do vírus SARS CoV2 é causada por aerossóis ao respirar, sendo maior ao realizar atividades como fumar. Em espaços com fumadores, os coronavírus com diâmetros de 0,1 mícron podem juntar-se a partículas maiores de fumo de tabaco, podendo atingir distâncias de 8 metros”, sublinham.
Além disso, a SEPAR alerta ainda, que fumar nestes espaços também podem originar outras doenças associadas ao tabaco que os fumadores passivos têm.
Esta sociedade científica, sediada em Barcelona, considera que as esplanadas devem continuar livres do fumo do tabaco. “Esta medida não deve ser aprovada apenas circunstancialmente, para evitar a propagação da covid-19 nas esplanadas, mas de forma permanente”, indicam.
Os pneumologistas recordaram que o tabaco mata cerca de 60 mil pessoas por ano, das quais uma percentagem corresponde à exposição ao fumo em não fumadores.
De acordo com a SEPAR, nos últimos anos tem havido um aumento da poluição do ar pelo tabaco em ambientes abertos como os terraços dos estabelecimentos de restauração, com uma percentagem de toxinas do tabaco nestes espaços que varia entre 30 e 50% para cada fumador que usa esses ambientes para fumar.
Os pneumologistas alertam que os gases e partículas nocivos contidos no fumo do tabaco nesses locais provêm não apenas da exalação do fumante e da combustão do cigarro, mas também das beatas ou da mistura dessas toxinas do fumador com gases da atmosfera.
“Esses agentes químicos permanecem ao longo do tempo, pois aderem a roupas, objetos ou outras instalações nos terraços, e ainda permanecem residuais na exalação do fumante por pelo menos 10 minutos após terminar o último cigarro”, acrescenta.
Segundo a sociedade de pneumologistas, esta exposição em não fumadores acarreta um maior risco de desenvolvimento de doenças como cardiopatias isquémicas, neoplasias ou exacerbações de doenças respiratórias crónicas, especialmente em trabalhadores hoteleiros ou populações vulneráveis como crianças ou grávidas.










