Covid-19: Professores poderão ser prioritários na vacina da gripe por idade ou doença

Os professores poderão ser prioritários para receber a vacina da gripe se tiverem mais de 65 anos ou alguma doença que seja fator de risco para a covid-19, admitiu hoje a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia, Graça Freitas frisou que as primeiras prioridades para receber os dois milhões de vacinas que Portugal garantiu para a época da gripe sazonal serão utentes de lares e profissionais de saúde.

A avaliação de quem deve receber primeiro a vacina assenta em “critérios de risco” e os mais vulneráveis são sempre prioritários, declarou.

“Os professores poderão entrar [nos considerados mais prioritários] por dois fatores: o fator idade, se estiver ainda ano ativo e tiver mais de 65 anos ou pelo fator morbilidade, porque apresenta doença crónica”, afirmou.

O Ministério da Saúde comprou este ano o maior número de sempre de doses da vacina para a gripe sazonal, cerca de dois milhões, apesar de haver “um mercado de vacinas muito restrito” que tem que responder a duas épocas de vacinação para gripe sazonal, uma no hemisfério norte e outra no hemisfério sul.

Como em outros anos e particularmente, por causa do risco acrescido que representa a covid-19, “a primeira prioridade são os lares”, indicou.

“Estas pessoas estão em sítios circunscritos, estão juntas, têm idades avançadas e muitas vezes têm morbilidade, doenças associadas”, acrescentou.

Depois, a prioridade vai “para os profissionais de saúde e todos aqueles que prestam cuidades diretamente a doentes e pessoas de risco”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 667 mil mortos e infetou mais de 17 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.727 pessoas das 50.868 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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