Covid-19: primeiros sinais de nova onda de infeções começam a chegar dos países mais frios da Europa

Os dados mais recentes da Bélgica, Reino Unido e Dinamarca apontam para um aumento gradual nos casos positivos

Francisco Laranjeira

Os casos da Covid-19 e hospitalizações estão a aumentar no norte da Europa, onde o clima mais frente e húmido está a ser sentido mais cedo no bloco europeu. Os dados mais recentes da Bélgica, Reino Unido e Dinamarca apontam para um aumento gradual nos casos positivos.

As autoridades de saúde belgas garantiram que a sua modelagem aponta para um nova onda de infeções a atingir o país em meados de outubro – de acordo com os dados publicados esta 6ª feira, os primeiros sinais dessa onda já chegaram. A Bélgica relatou um aumento de 17% no número de novos casos da Covid-19 na semana até 19 de setembro em relação à semana anterior: os internamentos tiveram uma tendência mais estável, subindo 4%.

Já o instituto de doenças infeciosas da Dinamarca relatou os primeiros dados que indicam uma retrocesso nas taxas de infeção, que após um longo período de declínio estão agora a estabilizar ou a aumentar ligeiramente em algumas reuniões – foi observado que as hospitalizações aumentaram 6% na última semana, em comparação com a anterior. “As pessoas com idades entre os 70 e 89 anos continuam a ser o maior grupo entre os recém-admitidos, tal como acontece desde o início do ano”, referiu o organismo.

Por último, no Reino Unido, o número de novos casos, até 17 de setembro, foi 13% maior da semana anterior, ao passo que as hospitalizações aumentaram 17% na semana até 19 de setembro.

Diversas autoridades de saúde pública, incluindo a Organização Mundial da Saúde, têm vindo a alertar há alguns meses sobre o provável aumento de casos novamente nesta estação fria. De particular preocupação é a pressão sobre os sistemas de saúde, especialmente com um aumento antecipado de outros vírus respiratórios, como a gripe, neste inverno. “Embora as taxas da Covid-19 ainda sejam baixas, os dados mais recentes dos últimos sete dias indicam um aumento nas hospitalizações e um aumento nos testes positivos”, confirmou Susan Hopkins, consultora médica-chefe da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido.

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