Covid-19: Primeiro sistema de vigilância global pode rastrear direção, velocidade e aceleração do vírus

Foi desenvolvido um novo sistema de vigilância global para a covid-19 que pode rastrear dinamicamente não só onde o vírus está, mas para onde vai, a que velocidade está a chegar e se essa velocidade está a acelerar.

Mara Tribuna

Foi desenvolvido um novo sistema de vigilância global para a covid-19 que pode rastrear dinamicamente não só onde o vírus está, mas para onde vai, a que velocidade está a chegar e se essa velocidade está a acelerar. Este novo projeto, chamado GASPP (Global SARS-CoV-2 Surveillance Project), é o primeiro a seguir dinamicamente o vírus e começou a ser implementado em 195 países esta quinta-feira, de acordo com o Journal of Internet Medical Research.

“Podemos agora facilmente identificar surtos no início”, disse Lori Post, investigadora da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, e uma das responsáveis pelo sistema. O projeto visa quer saber onde a pandemia está a acelerar, a que velocidade se move e como se compara com as semanas anteriores.

A investigadora, juntamente com James Oehmke, também da Northwestern, e Charles Moss, da Universidade da Florida, trabalharam durante os últimos quatro meses para desenvolver o novo sistema de vigilância, baseado na investigação pioneira liderada por Oehmke.

“Podemos dizer aos líderes onde está a ocorrer o surto antes de ele aparecer em hospitais e morgues cheios de gente”, disse. “Os sistemas atuais são estáticos e os nossos são dinâmicos”.

Como explicam os investigadores, é medido o número de casos em termos de mortes e infeções novas e cumulativas. O objetivo é desenvolver métricas dinâmicas para vigilância em saúde pública que podem informar os esforços de prevenção do novo coronavírus em todo o mundo.

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Desde o início da pandemia, mais de 65 milhões de casos de covid-19 e mais de 1,5 milhões de mortes foram oficialmente detetados em todo o mundo, segundo a contagem feita pela agência France-Presse.

Pelo menos 1.507.480 pessoas morreram e mais de 65.202.960 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia, dos quais 41.422.500 são já considerados curados.

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 276.401 óbitos em 14.147.731 infeções, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

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