Covid-19: Primeiro-ministro pede união dos portugueses para travar pandemia

O primeiro-ministro, António Costa, disse esta quarta-feira que «estamos no momento mais perigoso e de maior esperança». No final do Conselho de Ministros o responsável apresenta as novas medidas do próximo Estado de Emergência.

«Quando hoje vimos uma senhora de 11 anos, num lar em Gouveia a ser vacinada, isso acalenta-nos a esperança de saber se será possível vencer esta pandemia », disse sublinhando por outro lado que o aumento de casos diários todos os dias torna este um momento «perigoso».

O primeiro-ministro apela assim à união dos portugueses para travar a crise de saúde pública da Covid-19. «Mais uma vez temos de nos mobilizar em comunidade», refere acrescentando: «Lutámos coletivamente para ter de evitar o que estamos hoje a decidir», recordou.

Costa adiantou ainda: «Começámos a tomar as primeiras medidas no dia 15 de setembro e fomos modelando as medidas consoante a evolução da pandemia. Puxámos o travão de mão na passagem de ano. O custo da vida humana não tem preço e nós atingimos um ponto onde não é possível hesitar em relação ao que é preciso fazer», referiu.

«Sabemos que temos um OE para 2021 que fornece um conjunto de ferramentas de ajuda a proteger as famílias, a cultura, as empresas… Sabemos que foi muito importante um acordo geral sobre o fundo de recuperação, mas está longe do momento em que o fundo comece a realizar transferências para Portugal», revelou o responsável.

O primeiro-ministro disse ainda: «Se compararmos os números que temos hoje com os números que tínhamos na primeira vaga, as reações de agora e as reações da altura, percebemos que essa anestesia é muito perigosa. Há pessoas que já estão a ser vacinadas, mas temos de ter consciência que esse vai ser um processo demorado. Mas não nos podemos esquecer que já estamos a ser vacinados», alertou.

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