Covid-19: Pressão nos hospitais aumenta. Cuidados Intensivos já só têm 84 camas livres

As unidades de cuidados intensivos dos hospitais públicos contam atualmente com 440 camas para doentes Covid, 356 das quais já se encontram ocupadas, ou seja 81% do total.

Simone Silva

O agravamento da crise de saúde pública da Covid-19 faz com que as unidades de cuidados intensivos estejam atualmente a atingir o seu limite, havendo agora apenas 84 camas livres para doentes em estado grave, segundo o ‘Expresso’.

A mesma publicação adianta que as unidades de cuidados intensivos dos hospitais públicos contam atualmente com 440 camas para doentes Covid, 356 das quais já se encontram ocupadas, ou seja 81% do total, de acordo com dados atualizados na quinta-feira pela Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos (SPCI).

Para além destas existem ainda nos hospitais 329 camas, das quais 201 estão ocupadas, «para os outros portugueses que precisam de cuidados intensivos», segundo o jornal, o que perfaz um total de 769 camas.

João Gouveia, presidente da SPCI, referiu ao ‘Expresso’ que será possível expandir a capacidade para 944, «ou até para mais de mil, porque existem ventiladores suficientes [cerca de 1900] e no pico da primeira onda conseguimos abrir 1026», contudo tudo depende do reforço de profissionais de saúde e da cessação de cuidados médicos a quem não está infetado.

O responsável adianta que atualmente o país tem oito hospitais no limite das suas capacidades, com uma lotação de camas criticas superior a 90% nas regiões do Norte e Lisboa e Vale do Tejo: Tâmega e Sousa, Douro e Vouga, São João (Porto), Braga, Garcia de Orta (Lisboa), Loures, Amadora-Sintra e Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.

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«A dificuldade em saber o número de camas é o facto de estarmos a aumentar a capacidade, entrando noutras áreas dos hospitais. Onde não se consegue, têm-se revertido camas não-covid para covid. Por exemplo, é o que o Hospital de Cascais está a fazer», afirma João Gouveia acrescentando: «A região Norte, a única que já parou a restante atividade nos intensivos, se continuar como está terá de começar a transferir doentes, covid e não-covid, para o centro já na próxima semana».

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