Covid-19: Presidente da Áustria promulga lei da vacinação obrigatória

Todos os residentes com mais de 18 anos no país com 8,9 milhões de habitantes são afetados pela medida, com exceção das mulheres grávidas, aqueles que contraíram o vírus há menos de 180 dias e os que podem ser isentos por razões médicas

Executive Digest com Lusa

O presidente da Áustria promulgou hoje uma lei de vacinação obrigatória contra a covid-19, abrindo caminho para a entrada em vigor no domingo da medida, sem precedentes na União Europeia.

“Alexander van der Bellen promulgou hoje ao meio-dia a lei federal sobre a vacinação obrigatória contra a Covid-19”, indicou a presidência numa nota.

O documento tem ainda de ser publicado no ‘Diário da República’, antes de poder ser implementado no domingo, de acordo com a agência de notícias austríaca APA.

O Parlamento aprovou o texto em 20 de janeiro por larga maioria, apenas com o voto contra da extrema-direita.

Todos os residentes com mais de 18 anos no país com 8,9 milhões de habitantes são afetados pela medida, com exceção das mulheres grávidas, aqueles que contraíram o vírus há menos de 180 dias e os que podem ser isentos por razões médicas.

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Os controlos só vão começar em meados de março, então aí poderão ser aplicadas sanções, que variam entre os 600 e os 3.600 euros, mas serão levantadas se o infrator for vacinado no prazo de duas semanas.

Mais de 60% dos austríacos apoiam a medida, de acordo com um inquérito recente, mas grandes setores da população continuam a opor-se firmemente.

Durante várias semanas, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas desde que o projeto foi anunciado em novembro para denunciar uma medida considerada radical e liberticida.

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Também surgiram críticas sobre o significado da lei face à natureza menos grave da variante Ómicron e à subida significativa do número de casos.

Ao mesmo tempo, o governo anunciou um relaxamento das restrições sanitárias para breve, inclusive para pessoas não vacinadas, atualmente excluídas de restaurantes, locais culturais e desportivos.

Para o ministro da Saúde, Wolfgang Mückstein, a vacinação obrigatória visa proteger contra “novas vagas”, “lutar contra novas variantes” que poderão surgir nos próximos meses, explicou na rede social Twitter na quinta-feira.

Menos de 70% da população tem um esquema de vacinação completo (com a obrigação, na maioria dos casos, de apresentar três doses), uma percentagem inferior à de Portugal, França ou Espanha e que diminuiu após a recente expiração de muitos certificados.

A vacinação obrigatória foi aprovada em vários países para certas profissões ou atividades, mas para todos os cidadãos continua a ser uma exceção.

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AXYG // PAL

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