Covid-19. Portugueses já correm para os supermercados desde fevereiro para comprar lixívia, azeite e toalhitas

A informação é avançada num estudo da Centromarca, que revela um reforço da compra de bens alimentares e produtos de limpeza, pelas famílias portuguesas.

Simone Silva

Desde o início de Março que a afluência aos supermercados portugueses tem aumentado, contudo já desde Fevereiro que as famílias têm vindo a reforçar as suas compras, motivadas pelo surto de Covid-19, segundo apurou o mais recente estudo da Centromarca, divulgado esta terça-feira e citado pelo ‘Negócios’.

Segundo o estudo, os gastos no supermercado aumentaram em média 13%, durante o mês de Fevereiro, sendo que por cada ia às compras, os consumidores portugueses gastaram cerca de 39,4 euros.

Já as deslocações aos centros comerciais diminuíram comparativamente ao mesmo período do ano anterior, devido à preferência por compras online. Apenas no mês de Fevereiro, quando Portugal começou a dar mais sinais de preocupação devido ao surto viral, as compras virtuais aumentaram cerca de 13, com os clientes a gastarem em média 60,5 euros por cada compra online.

É expectável que «o momento de forte pressão sobre a cadeia de abastecimento» possa originar «uma dificuldade acrescida de resposta» por parte das empresas, ressalva Marta Santos, directora para o sector industrial da Kantar.

Neste período, produtos alimentares, bebidas e produtos de higiene foram os bens mais procurados pelos portugueses. Relativamente ao mesmo período do ano anterior, a venda de azeite disparou 19%, já as salsichas enlatadas, carne fresca, chá e pão registaram aumentos de procura de cerca de 10%.

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No que diz respeito à higiene pessoal, a venda de toalhitas registou um aumento de 18%, já o papel higiénico chegou mesmo a esgotar em algumas superfícies comerciais, registando um aumento de vendas de apenas 4% em Fevereiro, menor do que o dos lenços de papel, que foi de 9%. Também os produtos de limpeza tiveram bastante adesão, com a lixívia a registar um aumento de 22%.

«É fácil de prever que os dados relativos às primeiras semanas de Março não só consolidem, como mostrem um rápido incremento destes valores, como facilmente se percebe pela corrida às lojas a que assistimos nos últimos dias», afirma Pedro Pimentel, director geral da Centromarca, citado no estudo.

Pedro Pimentel conclui dizendo que para combater esta epidemia, as marcas «terão, neste momento crucial, que se adaptar, definir prioridades e fornecer valor em tempo real aos consumidores».

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