Atendendo à evolução da pandemia da covid-19, a Coface veio esta segunda-feira anunciar novas previsões, revistas à luz da crise que estamos a viver. Assim, nas suas previsões para a evolução de falências de empresas a nível global, se em janeiro a estimativa era de um aumento de 2%, agora a seguradora de créditos francesa antevê um crescimento de 25%.
A seguradora prevê que 68 países entrem em recessão este ano e antevê um aumento muito significativo no número de empresas a falir, refletindo o maior aumento anual de falências desde a crise de 2009, quando a subida se cifrou em 29%.
Num cenário em que Portugal é dos menos sombrios, as previsões apontam ainda para um aumento de 5% nas falências este ano, um dos valores mais baixos entre os países analisados. Apenas a Finlândia e Noruega, ambas com uma subida de 3%, e a Suécia, com 4%, apresentam menores incrementos, enquanto a Coreia do Sul deverá registar uma subida idêntica à de Portugal.
A maior subida de falências deverá ocorrer nos Estados Unidos, com um crescimento de 39%, enquanto no conjunto da Europa Ocidental a Coface antecipa uma subida na ordem dos 18%.
Entre os países mais afetados pela pandemia, as falência deverão crescer 18% em Itália, 22% em Espanha e 15% em França. Em pior situação estão países como o Reino Unido e Holanda, ambos com um incremento de 33% nas insolvências.
O relatório aponta ainda para uma contração do PIB mundial na ordem dos 1,3%, o que será o primeiro recuo desde 2009, quando a quebra foi de 1,7%. O comércio internacional também deverá registar um recuo, o que corresponderá ao segundo ano consecutivo de quebra. Se no ano passado o volume de comércio internacional caiu 0,4%, em grande medida devido à guerra comercial entre os EUA e a China, este ano a queda deverá situar-se em 4,3%.














