Em termos gerais a primeira vaga da Covid-19 matou mais pessoas do que esta segunda que agora o mundo atravessa, no entanto, em Portugal essa tendência não se confirma, sendo dos poucos países onde a mortalidade é agora superior, segundo uma análise feita pelo ‘Negócios’.
Com o Governo a querer evitar a todo o custo um novo confinamento nacional, como o que aconteceu na primavera, os números da pandemia têm vindo a aumentar em Portugal, tanto em número de casos como de mortes, mas este último tem agora batido recordes nunca antes vistos. Ainda ontem registaram-se 82 novos óbitos, para um total já superior a três mil.
De acordo com a mesma publicação, a análise centrou-se em oito países e teve por base dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), revelando que este não é o cenário traçado na maioria dos países analisados, nomeadamente Espanha, França, Itália, Alemanha, Bélgica ou Suécia. Apena na Grécia a situação se confirma.
A análise revela ainda que o número médio de mortes nos últimos 14 dias em Portugal, calculado em quatro óbitos por 100 mil habitantes, é superior aquele registado na Grécia (dois óbitos), Suécia (menos de um) e Alemanha (uma morte), ainda assim é inferior aos valores de Espanha, Bélgica e Itália.
Neste sentido, segundo o ‘Negócios’, é possível observar que o impacto desta segunda vaga em Portugal está a ser maior do que o da primeira, no que diz respeito à mortalidade. No entanto, importa sublinhar que da mesma forma estão a ser identificados mais casos da doença e consequentemente a ser realizados mais testes, o que pode explicar esta realidade.






