Portugal voltou a registar um subida galopante dos números da Covid-19, havendo agora 40 vezes mais casos do que no mesmo período do ano passado e de 2020. Óscar Felgueiras referiu, em declarações à rádio ‘Renascença’, que só nas últimas horas foram registadas mais de 20 mil novas infeções, o número mais elevado desde 10 de fevereiro.
“Foi agora divulgado que na segunda-feira houve 20.482 novos casos e se olharmos para a média dos últimos 14 dias estamos a falar em 14.267. São valores que comparados com períodos homólogos do ano passado e de há dois anos são 40 vezes superiores”, explicou o matemático, que integrou o grupo de especialistas que apoia o Governo na tomada de decisões nesta pandemia, que garantiu que os números resultam do alívio das medidas restritivas, frisando que fazia sentido regressar à testagem gratuita. “Diria que talvez não a obrigatoriedade de uso de máscara em espaços fechados, mas certamente recomendar usar em certas situações, especialmente em contacto com pessoas mais vulneráveis. Relativamente aos testes gratuitos, penso que deveria voltar a haver porque temos uma afluência muito grande em resultado disso aos serviços hospitalares”, sublinhou.
Na passada segunda-feira, o Hospital de São João, no Porto, atingiu um novo máximo de afluência ao serviço de urgências, devido à Covid-19 e a problemas respiratórios.
Óscar Felgueiras referiu ainda que o “nível de internamentos em cuidados intensivos está semelhante ou até inferior ao registado quando havia 40 vezes menos casos”. “Ao nível dos internamentos hospitalares a situação está controlada”, apontou. O mesmo não se passa no número de mortos devido à pandemia. “A mortalidade está superior. Relativamente ao ano passado está quase nove vezes mais. Relativamente a 2020 estamos num patamar semelhante, teremos mais 25% ou algo do género”, adiantou. “Cerca de três quartos dos óbitos estão a ocorrer em maiores de 80 anos, metade deles em pessoas com mais de 86 anos”, concluiu.













