O governo português faz parte do leque de países que menos gastam no imediato para combater a pandemia da Covid-19, registando um agravamento do défice muito abaixo da média, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que realizou um relatório sobre as medidas implementadas por 190 países, avança o ‘Público’.
Segundo a mesma publicação Portugal foi bastante «prudente» na aplicação de medidas que pudessem ter um impacto negativo no défice orçamental, que apenas registou um agravamento de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB), muito inferior à media global das economias mais avançadas, de 7,3%.
Estes números fazem com que o país ocupe a quarta posição, no conjunto das 38 economias mais avançadas, com o impacto orçamental imediato mais baixo, em consequência das medidas implementadas para lutar contra a crise de saúde pública e os seus efeitos na economia.
Ainda assim, adianta o ‘Público’, Portugal é dos países «a tomar medidas mais ambiciosas» quando se fala naquelas que não têm um impacto imediato no défice, nomeadamente a concessão de empréstimos e garantias, ou o adiamento da cobrança de impostos ou contribuições para a segurança social.
Feitas as contas, no total de todas as medidas aplicadas no país (imediatas ou não), estas correspondem, segundo o FMI, a 10,8% do PIB, um valor que já é dos mais elevados nas economias mais avançadas e que apesar de não ter um impacto imediato, pode colocar o governo numa situação de risco futuramente, se os empréstimos não forem devolvidos ou os impostos adiados não forem pagos.





