A ministra da saúde, Marta Temido, disse ontem que o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) prevê que no final do mês de maio Portugal tenha 60 mil casos de Covid-19 por dia.
Isto corresponde a cerca do dobro dos valores atuais, e ao nível dos números mais altos de sempre da pandemia, registados em janeiro.
Por esse motivo, e tendo em conta o aumento exponencial que se tem verificado nos vários indicadores (incidência, óbitos e internamentos), os peritos propõe o regresso de algumas medidas restritivas.
Segundo o ‘Observador’, os especialistas que participaram nos planos de desconfinamento em Portugal estão a trabalhar numa proposta para sugerir ao Governo a recuperação de algumas das restrições.
Em causa está, por exemplo, o regresso à testagem gratuita e o alargamento dos locais em que a máscara de proteção individual é fortemente recomendada (mas não obrigatória).
A ministra também disse ontem que continuava “a acompanhar a situação epidemiológica com reuniões regulares com os peritos”, adiantando que ainda na quarta-feira haveria “uma reunião informal, para adaptar a estratégia à evolução da situação.”
Nesse sentido, adianta o jornal, espera-se que algumas dessas propostas possam ser levadas já esta quinta-feira a Conselho de Ministros, para combater o aumento expressivo do número de novos casos, que colocam Portugal como o primeiro país da UE em contágios e o sexto do mundo.
Carlos Antunes, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) estima que exista uma taxa de duplicação entre os 5% e os 6%, o que significa que o número de casos duplica sensivelmente a cada duas semanas, podendo atingir os valores previstos pelo INSA.
Também Henrique Oliveira, do Instituto Superior Técnico (IST), disse à Multinews que espera um pico de 50 mil casos por dia e de mais de 40 mortes nas próximas “duas semanas”.













