O Presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, já tinha comparado a pandemia de Covid-19 a uma guerra, agora a Casa Branca estima que o surto possa acabar por matar mais americanos do que qualquer outra guerra travada pelo país, incluindo a Primeira Guerra Guerra Mundial, ou outras como a Guerra do Vietname ou da Coreia, de acordo com a ‘CNBC’.
A estimativa da Casa Branca refere ainda que esta pode mesmo tornar-se na terceira principal causa de mortes actuais no país, depois das doenças cardíacas e oncológicas, estimando que a epidemia mate entre 100 mil a 240 mil americanos este ano, mesmo que se implementem medidas de distanciamento social, encerramento do comércio ou outros esforços de mitigação.
«Pode ser um inferno durante estas duas semanas», disse Trump numa reunião na Casa Branca na terça-feira, quando as autoridades afirmaram que está a chegar um novo surto de casos de coronavírus neste período. O presidente americano disse que as mortes já registadas devido ao que Trump classifica como «inimigo invisível» foram «avassaladoras».
No melhor cenário da estimativa, com 100 mil mortes, o número ultrapassaria as mais de 90 mil vítimas mortais em batalhas de serviço americanas e mortes registadas no conflito do Vietname, sendo ainda quase o dobro das verificadas na Guerra da Coreia. Poderia ainda ultrapassar as 116.516 mortes americanas causadas pela Primeira Guerra Mundial.
«Por mais preocupante que sejam estes números, temos de estar preparados», disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, que também faz parte da Casa Branca. «Vai ser difícil, ninguém pode negar que estamos a passar por um momento muito complicado», afirma citado pela ‘CNBC’.
No pior cenário, se 240 mil americanos morrerem com o coronavírus este ano, como a estimativa indica que é possível, seria quase metade do número total de americanos que morreram na Guerra Civil, um conflito de quatro anos que causou mais mortes nos EUA do que qualquer outra guerra isolada.
A estimativa também coloca as mortes por coronavírus à frente das mortes acidentais, que são agora a terceira principal causa de mortalidade nos EUA. No melhor cenário, as mortes pela epidemia podiam ultrapassar as causadas por diabetes, gripe, suicídio, overdose de drogas e acidentes de viação.
Os EUA registaram esta quarta-feira um novo recorde diário, com 884 mortes e 25.200 pessoas infectadas, de acordo com uma contagem efectuada pela Universidade Johns Hopkins.
Esta forte aceleração eleva para 4.475 o número total de mortes desde o início da pandemia no país.
Os EUA também são, de longe, o país do mundo com o maior número de casos registados (216.721), ainda segundo aquela universidade, que actualiza continuamente os dados.














