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Covid-19: Pico da transmissão acontece nos primeiros cinco dias após início de sintomas, diz estudo

O pico de infeção da Covid-19, ou seja a altura em que o nível de contágio é maior, acontece nos primeiros cinco dias após o inico de sintomas, de acordo com um novo estudo britânico, publicado na revista ‘The Lancet’ e citado pela ‘Euronews’.

A pesquisa, segundo os seus autores, sublinha a  necessidade de identificar e isolar os casos de COVID-19 mais cedo, para que a transmissão seja reduzida ao máximo. Compreender quando é que os pacientes são mais infeciosos tornou-se de importância crítica para dar a conhecer medidas eficazes de saúde pública, que permitam controlar a propagação do vírus.

«Esta é a primeira revisão sistemática e meta-análise que analisou e comparou de forma abrangente a carga viral e a eliminação desses três coronavírus humanos, dando uma explicação clara de porque é que o SARS-CoV-2 se espalha de forma mais eficiente do que outros e é muito mais difícil de conter», afirmou Muge Cevik, da Universidade de St Andrews, na Escócia, principal autor do estudo.

O especialista revela que estas descoberta «estão em linha com estudos de rastreamento de contato que sugerem que a maioria dos eventos de transmissão viral ocorrem muito cedo, e especialmente nos primeiros cinco dias após o início dos sintomas, sublinhando a importância do auto-isolamento imediatamente esse período».

A revisão, uma das mais abrangentes até à data com 98 estudos incluídos, analisou três coronavírus humanos – SARS-CoV, SARS-CoV-2 e MERS-CoV – e as respetivas cargas virais. Dos três, o COVID-19 foi considerado o mais provável de ser altamente infecioso nos primeiros cinco dias após o início de sintomas.

Embora o material genético do vírus ainda tenha sido detetado em amostras respiratórias, os investigadores não encontraram nenhum vírus vivo em qualquer amostra retirada de pacientes após nove dias de infeção, segundo a pesquisa.

Observaram-se, ainda assim, algumas limitações à pesquisa, ressalvaram os autores, incluindo o facto de que muitos dos pacientes do estudo tinham sido hospitalizados e receberam uma variedade de tratamentos que provavelmente causaram impacto na taxa de infeção.

«A maioria dos estudos incluídos na nossa revisão foi realizado em pacientes que foram internados no hospital. Portanto, os resultados podem não se aplicar a pessoas com infeção mais ligeira, embora sugiram que aqueles com menos gravidade podem eliminar o vírus mais rápido do seu organismo», disse Antonia Ho, co-autora da investigação.

Para além disso, acrescentou, «a crescente implementação de tratamentos, como dexametasona, remdesivir e outros antivirais em ensaios clínicos, provavelmente influenciam a eliminação viral em pacientes hospitalizados. São necessários mais estudos sobre eliminação viral neste contexto».

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