Covid-19: Pequim aumenta restrições para enfrentar surto «extremamente grave»

Pequim está actualmente a enfrentar um novo surto da Covid-19, que as autoridades descrevem como «extremamente grave». À medida que surgem mais dezenas de casos, a cidade tem implementado restrições e bloqueios, nomeadamente a redução das viagens e o cerco a algumas áreas, cuja situação é mais preocupante, de acordo com o ‘The Guardian’.

«A situação epidemiológica na capital é extremamente grave», alertou o porta-voz da cidade de Pequim, Xu Hejian, em conferência de imprensa. «Agora temos de tomar medidas rigorosas para impedir a propagação da Covid-19», acrescentou.

As zonas mais afectadas da capital chinesa foram sujeitas a bloqueios na noite desta segunda-feira, com postos de segurança instalados em residências, e a interdição de saída da cidade a pessoas de alto risco, tais como contactos próximos de casos diagnosticados.

Yang Zhanqiu, vice-director do departamento de biologia de patógenos da Universidade de Wuhan, disse à imprensa estatal que acreditava que o novo surto envolvia uma estirpe mais contagiosa do vírus do que aquela que afectou a cidade no início da pandemia.

Mais de 20 bairros de Pequim foram classificados como de médio risco, segundo a ‘Reuters’. As autoridades de saúde revelaram esta terça-feira que todas as pessoas colocadas em quarentena receberiam comida e medicamentos.

Na segunda-feira, todos os locais de desporto e entretenimento dentro da cidade foram encerrados. Treinadores e jogadores da equipa de futebol da Super Liga de Pequim, Guoan, foram testados e receberam uma semana de folga, visto que seu campo de treinos está localizado no mesmo distrito em que se encontra o foco do surto, segundo a imprensa local.

O surto, ligado a 106 casos, incluindo 27 relatados esta terça-feira, foi atribuído a um mercado de alimentos no sudoeste de Pequim, que vende milhares de toneladas de produtos por dia e que já foi visitado por mais de 200 mil pessoas desde o dia 30 de maio.

Mais de oito mil trabalhadores do mercado já foram testados e enviados para instalações de quarentena centralizadas, e outros mercados húmidos de Pequim, bem como mais de 30 mil restaurantes encontram-se a ser devidamente desinfectados.

Este é o surto mais significativo na China desde Fevereiro, o que causa receios de uma eventual segunda vaga. Pequim esteve 56 dias consecutivos sem registar qualquer caso do novo coronavírus, mas a partir da passada quinta-feira, um novo foco de contágio tomou conta da cidade.

As autoridades de saúde entraram no que a imprensa estatal classificou como «modo de guerra», na resposta ao vírus.

Mais de 76 mil residentes nas proximidades foram testados no domingo em quase 300 pontos de teste, segundo as autoridades. Foram implementadas medidas rigorosas, nomeadamente o encerramento de escolas e suspensões de transportes.

Desde que o primeiro caso do vírus foi detectado no ano passado na cidade de Wuhan, a China registou mais de 84 mil infecções pela Covid-19 e mais de 4.600 pessoas morreram.

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