A pandemia do novo coronavírus deverá prolongar-se, pelo menos, por mais 18 meses a dois anos. Nessa altura, 60 a 70% da população estará infectada com Covid-19, cenário que permitirá atingir a imunidade de grupo, revela um estudo norte-americano, feito por especialistas em crises pandémicas, citado pela “Bloomberg”.
As conclusões do relatório, da autoria do director do Centro de Pesquisa e Política de Doenças Infecciosas, dos Estados Unidos, de Kristen Moore, da Universidade de Tulane John Barry, e Marc Lipsitch, epidemiologista da Harvard School of Public Health, são, sobretudo, dirigidas aos Estados Unidos (com mais de um milhão de casos e mais de 60 mil mortes), porém, as recomendações são global.
Os especialistas consideram que, até no cenário mais optimista, continuarão a registar-se mortes pelo novo coronavírus. A vacina, lembram, deverá demorar cerca de um ano a estar pronta.
A «pandemia não terminará tão cedo», salientam, recomendando que «as pessoas se prepararem para possíveis ressurgimentos periódicos da doença nos próximos dois anos».
Em Portugal, morreram 1.705 pessoas das 49.379 confirmadas como infectadas, e há 34.369 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 615 mil mortos e infectou mais de 15 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.
A Covid-19, doença respiratória aguda que pode provocar pneumonias, é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.














