Covid-19: Pandemia continua a acelerar. Europa com quase metade dos novos casos no mundo, diz OMS

A região europeia foi responsável por 44% dos novos casos e 49% das novas mortes em todo o mundo na semana passada, de acordo com o último relatório semanal da OMS.

Simone Silva

A Europa continuou a ser o maior impulsionador global do aumento de novos casos e mortes por Covid-19 na semana passada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar dos sinais de que a imposição de medidas mais rígidas começa a ter algum impacto, avança a ‘CNN’.

A região europeia foi responsável por 44% dos novos casos e 49% das novas mortes em todo o mundo na semana passada, de acordo com o último relatório semanal da OMS, divulgado na terça-feira. Embora o número de novos casos no continente esteja a diminuir semanalmente, o número de mortes ainda regista uma tendência inversa, com 32.684 novas vítimas reportadas nos último sete dias.

De acordo com o relatório da OMS, a incidência de novos casos desacelerou na semana passada, com cerca de quatro milhões de novas infeções registadas. No entanto, a taxa de mortalidade continuou a aumentar, com mais de 67 mil novas vítimas reportadas em todo o mundo.

O número de novos casos notificados na região europeia na semana passada diminuiu 6% para 1,77 milhões, após uma queda de 10% na semana anterior, segundo o relatório, «num sinal de que a reintrodução, nas últimas semanas, de medidas de saúde pública e sociais mais rigorosas em vários países estão a começar a fazer desacelerar a transmissão».

Contudo, apesar dessa tendência de queda, «a região europeia continua a ser a maior impulsionadora do aumento de novos casos e novas mortes nos últimos sete dias», acrescentou o relatório. A região europeia, conforme definida pela OMS, abrange 53 países.

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Esta atualização surge numa altura em que os países de todo o continente lutam para permitir que os seus cidadãos possam celebrar os próximos feriados do mês de Dezembro, incluindo o Natal, e mitigar a o impacto económica sentido, enquanto combatem a pandemia.

Na terça-feira, tanto a França como o Reino Unido estabeleceram planos para as próximas semanas com base na descida das taxas de infeção após medidas de bloqueio. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, pediu esta quarta-feira aos líderes da UE que não relaxassem as suas restrições de forma demasiado rápida.

«Sei que os proprietários de lojas, bares e restaurantes querem o fim das restrições, mas devemos aprender com o verão e não repetir os mesmos erros», disse a responsável ao Parlamento Europeu em Bruxelas. «Relaxar de forma demasiado rápida é um risco para a ocorrência de uma terceira vaga depois do Natal», acrescentou.

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Von der Leyen disse ainda que avisou há algumas semanas que este Natal seria diferente e mais silencioso do que o normal, e pediu solidariedade entre as nações europeias. Mas, acrescentou: «Também há boas notícias, a Comissão Europeia já assinou contratos de vacinas com seis empresas farmacêuticas, os primeiros cidadãos europeus podem ser vacinados ainda em dezembro e finalmente vemos a luz no fim do túnel».

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