Países como a Alemanha e a Holanda estão a anunciar pacotes de medidas de combate ao novo coronavírus com um impacto orçamental directo maior do que Itália e Espanha, por exemplo, avança o “Público”.
O jornal, que consultou uma análise do Fundo Monetário Internacional ao impacto orçamental das medidas tomadas em seis países da Zona euro como resposta à actual crise de saúde e económica, escreve que as medidas com um impacto imediato no saldo orçamental (aquelas que conduzem a aumentos efectivos das despesas ou a reduções das receitas do Estado) situam-se na Alemanha, Holanda e Finlândia, entre os 4,4% e os 0,7% do PIB. Ou seja, nos países que têm sido contra medidas de mutualização da dívida.
Na Alemanha, o peso no Produto Interno Bruto (PIB) estimado para as medidas é de 4,4%, seguido pela Holanda com 2,7% e a Finlândia com 1,7%. Já a sul, os valores descem para 1,2% em Espanha e na Itália e 0,7% em França.
Noutro tipo de medidas, como a concessão de empréstimos, garantias ou diferimento de receitas fiscais e contributivas, o “Público” escreve que «a dimensão das medidas tomadas não parece depender de factores geográficos». Na Alemanha atingem os 29,6% do PIB, enquanto em Itália 32,4% e em Espanha 9,8%.
A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 164 mil mortos e infectou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 525 mil doentes foram considerados curados.
Portugal regista 714 óbitos (+27 em 24 horas) e 20.206 infectados (+521), segundo o relatório da Direção-Geral de Saúde deste domingo.
O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».




