Covid-19. Pacientes tratados com hidroxicloroquina com maior risco de morte, alerta estudo

Os pacientes infetados com a covid-19 hospitalizados que foram tratados com hidroxicloroquina, o medicamento contra a malária que o presidente Donald Trump diz que está a tomar para prevenir o coronavírus, tiveram um risco maior de morte do que aqueles que não o tomaram, de acordo com um estudo publicado, esta sexta-feira, no ‘The Lancet’ que analisou mais de 96 mil pacientes de 671 hospitais em seis continentes.

O estudo apurou que os pacientes que tomaram o medicamento ou a cloroquina, da qual a hidroxicloroquina é derivada, também apresentaram uma maior probabilidade de desenvolver ritmos cardíacos irregulares.

Investigadores da Harvard Medical School, Brigham e do Women’s Hospital, juntamente com outras instituições, analisaram pacientes que foram hospitalizados com covid-19 entre 20 de dezembro e 14 de abril, tendo aferido que 14.888 pacientes foram tratados com hidroxicloroquina ou cloroquina, isoladamente ou em combinação. Os 81.144 pacientes restantes estavam no grupo controlo.

Partindo de quase 10.700 pacientes que morreram no hospital, o estudo constatou que, após o controlo de vários fatores, incluindo idade, raça, sexo e condições de saúde subjacentes, houve um aumento de 34% no risco de mortalidade de pacientes que tomaram hidroxicloroquina e um aumento de 137% no risco de arritmia cardíaca grave.

A hidroxicloroquina, que tem sido repetidamente apontada por Trump como uma potencial virada no combate ao coronavírus, também é frequentemente usada pelos médicos para tratar a artrite reumatóide e o lúpus. Inúmeros ensaios clínicos estão tentar verificar se é eficaz no combate ao coronavírus mas não é um tratamento comprovado.

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