Covid-19: os sintomas permanecem durante várias semanas ou meses? Esta plataforma diz-lhe o que fazer

O objetivo é fazer com que “o cidadão saiba identificar os sinais de alarme da Condição pós-COVID-19 e saiba como agir caso estes sinais se verifiquem”. 

Simone Silva
Março 29, 2022
14:51

A empresa tecnológica UpHill e a Direção-Geral da Saúde (DGS) criaram uma plataforma interativa que ajuda quem depois de contrair Covid-19 mantém sintomas de longo prazo da doença.

Em comunicado, os dois organismos explicam que o objetivo é fazer com que “o cidadão saiba identificar os sinais de alarme da Condição pós-COVID-19 e saiba como agir caso estes sinais se verifiquem”.



“A iniciativa surge na sequência da divulgação da norma da DGS, que define esta condição e estabelece as boas práticas clínicas para a abordagem destes doentes pelos profissionais de saúde, com base na melhor evidência científica disponível”, explicam.

Segundo a mesma nota, a plataforma “COVID-19: e agora?” foi inicialmente “lançada em janeiro, com informação relativa aos sintomas, estratificação do risco de contactos, testagem, isolamento e vacinação e registou perto de 500 mil acessos”. 

“Acompanhando a evolução da gestão da pandemia, a ferramenta interativa foi agora atualizada e incorpora também a secção “COVID-19: e depois?” com informação relativa à gestão dos sintomas a longo prazo”, sublinham.

Na prática, adiantam, “os utilizadores encontram recomendações sobre os autocuidados após a infeção, os sintomas aos quais devem estar atentos, o que fazer caso algum destes sinais de alarme se verifique, como retomar a atividade física, e exercícios úteis para controlo da respiração úteis neste contexto”. 

“A prevalência de pessoas infetadas por SARS-CoV-2 que apresenta sintomas que persistem além da fase aguda é complexa de estimar. De acordo com os dados internacionalmente disponíveis cerca de 46-69% das pessoas continua a apresentar algum sintoma 4 a 6 semanas após a fase aguda da doença e 13-65% após 12 semanas”, refere Válter Fonseca, diretor do Departamento da Qualidade em Saúde da DGS.

Por esse motivo, acrescenta, foram defendidas “orientações clínicas globais para esta nova condição, cuja fisiopatologia ainda está a ser investigada. Fomentando que sejam implementadas soluções locais e integradas nos serviços de saúde, com a colaboração com a UpHill, foi atualizada esta plataforma, numa estratégia inovadora de autonomização da gestão dos cuidados de saúde pela própria pessoa.”

“A plataforma, cujo acesso pode ser feito via computador ou telemóvel, de forma gratuita e sem restrições, foi desenvolvida a pensar no cidadão comum, com linguagem acessível e recomendações práticas dirigidas a situações específicas”, concluem.

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