Os doentes infetados com Covid-19 e que apresentam mais sintomas doença são aqueles que desenvolvem uma maior proteção imunitária contra a doença viral. Quem o disse foi João Gonçalves, professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, na reunião do Infarmed desta quinta-feira.
O especialista falou essencialmente sobre o funcionamento de potenciais futuras vacinas na proteção contra o novo coronavírus e garantiu que «os doentes que tiveram mais sintomas e foram ao cuidados intensivos são os que têm mais proteção», sublinhando que «é isso que a vacina vai trazer, uma elevada proteção sem sintomas».
O objetivo, segundo João Gonçalves, passa por conseguir «uma vacina que seja capaz de prevenir a doença e impedir a capacidade de transmissão», no entanto, ressalva que o nível de imunidade não será o mesmo em toda a população, pesando alguns fatores, nomeadamente a faixa etária.
«A vacina não vai criar imunidade igual para todas as pessoas», disse sublinhando a importância de «continuar a proteger os grupos de risco», uma vez que o seu sistema imunitária será regra geral mais vulnerável e fragilizado do que os restantes.
O responsável garantiu também que «todas as fases que temos no desenvolvimento das vacinas está a ser feita» e defendeu que a monitorização dos resultados e efeitos secundários deverá ser feito nos primeiros tempos de vacinação.
Por último, o especialista deixou um apelo à população no que diz respeito a eventuais reações adversas. «Não tenham medo das reações adversas. São reações do vosso sistema imunitário», apelou.
Portugal contabilizou ontem mais 68 mortos relacionados com a covid-19 e 3.384 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS). Desde o início da pandemia, o país já registou 4.645 mortes e 303.846 casos de infeção pelo novo coronavírus, estando hoje ativos 75.755 casos, mais 747 do que na terça-feira.













