Covid-19: OMS duvida que presença de anticorpos no organismo impeça regresso de uma nova infecção

A Organização Mundial de Saúde (OMS) referiu esta sexta-feira, que não é certo que a presença de anticorpos no organismo, forneça uma protecção total contra a possibilidade de uma nova infecção pelo coronavírus.

Simone Silva

A Organização Mundial de Saúde (OMS) referiu esta sexta-feira, que não é certo que a presença de anticorpos no organismo, forneça uma protecção total contra a possibilidade de uma nova infecção pelo coronavírus, segundo Mike Ryan, especialista em emergências da OMS.

O responsável disse ainda que, mesmo que os anticorpos fossem eficazes, existem poucos sinais de que um grande número de pessoas os tivesse desenvolvido, de forma a possibilitar a chamada «imunidade de grupo» na população em geral.

«Algumas informações preliminares que nos chegam actualmente sugerem que uma percentagem muito baixa da população produz os anticorpos necessários» para desenvolver a imunidade, disse o especialista acrescentando que «as evidências gerais apontam contra a perspectiva de desenvolvimento de anticorpos pela maioria da população.

Reabertura de mercados de alimentos deve ter regras rigorosas

A OMS disse também que a reabertura de todos os «mercados de alimentos frescos» que possa ocorrer no período de levantamento das medidas restritivas da Covid-19, deve ser realizada em conformidade com regras rigorosas de alimentação e higiene.

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«A reabertura deste tipo de mercados só pode acontecer se estiverem reunidos todos os rigorosos padrões de alimentação e higiene», disse o director da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, acrescentando que «os governos devem continuar a aplicar de forma rigorosa, todas as proibições do comércio de animais selvagens».

Recorde-se que se suspeita que a origem do vírus possa estar nos mercados de animais selvagens realizados frequentemente na cidade chinesa de Wuhan, ainda que não existam evidências concretas desse facto.

O novo coronavírus já infectou cerca de 2.204.511 pessoas, causando 149.378 vítimas mortais em todo o mundo.

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