Covid-19: OMS diz que o fim da pandemia “está à vista”

A Organização Mundial de Saúde (OMS) avançou esta quarta-feira que o número de mortes por Covid-19 da semana passada foi o valor semanal mais baixo desde março de 2020, o início da pandemia. O diretor-geral, Tedros Ghebreyesus, afirma que, embora ainda não estejamos fora de perigo, “o fim está à vista”.

Filipe Pimentel Rações

A Organização Mundial de Saúde (OMS) avançou esta quarta-feira que o número de mortes por Covid-19 da semana passada foi o valor semanal mais baixo desde março de 2020, o início da pandemia. O diretor-geral, Tedros Ghebreyesus, afirmou que, embora ainda não estejamos fora de perigo, “o fim está à vista”.

Durante uma conferência de imprensa, que aconteceu no início desta tarde, o responsável apontou que, tal como um maratonista não para de correr antes de chegar à meta, também os países não podem baixar os braços e devem continuar a combater a disseminação do vírus.

“Estamos posicionados para vencer”, sublinhou Ghebreyesus, “mas esta é a pior altura para parar de correr”.

Caso os Estados tomem estas boas notícias como um sinal de que tudo já passou, “corremos o risco de ter mais variantes, mais mortes, mais disrupção e mais incerteza”, alertou, instando os vários governos do mundo a “apostarem 100% na vacinação dos grupos mais vulneráveis, incluindo profissionais da saúde e idosos, que são a maior prioridade para se poder alcançar a meta de uma cobertura de vacinação de 70%”.

O responsável da OMS disse que é preciso continuar a testar e a sequenciar o vírus SARS-CoV-2, responsável pela doença da Covid-19, e “integrar os serviços de vigilância e testagem com demais serviços usados noutras doenças respiratórias, incluindo a influenza”.

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Dessa forma, e num cenário em que a Covid-19 está a ser já encarada como uma doença endémica, à semelhança da gripe, Ghebreyesus disse que é preciso garantir que os países “integrem os cuidados Covid-19 nos sistemas de cuidados de saúde primários”. A par disso, são precisos “planos para fazer face a picos de casos e assegurar a disponibilidade de materiais, equipamento e tudo o que seja preciso”.

“Mantenham precauções para o controlo e prevenção de infeções para proteger os profissionais de saúde e pacientes não-Covid em instalações de saúde”, instou, repetindo pedidos, já várias vezes feitos em ocasiões anteriores, para uma comunicação clara com as populações sobre quaisquer alterações que as autoridades venham a fazer às suas políticas de combate à Covid-19.

Ao abrigo do mecanismo internacional Covax, a OMS já entregou mais de 1,7 mil milhões de doses de vacinas a países por todo o mundo, informou Ghebreyesus, apontando que “os países mais pobres dependeram de nós para receberem três quartos das suas doses”.

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“Podemos acabar com esta pandemia juntos, mas apenas se todos os países, fabricantes, comunidades e indivíduos estiverem à altura e aproveitarem esta oportunidade”, avisou o responsável da OMS.

Dados oficiais dessa organização mostram que desde o início da pandemia foram registados 606.459.140 em todo o mundo, sendo que a Europa é a região que acumula mais casos, com 249.961.956. Em segundo lugar, surge a região das Américas, com um total acumulado de 176.935.547 infeções confirmadas.

Números da plataforma ‘Worldometers’ indicam que atualmente existem 14.379.713 casos ativos de Covid-19 no mundo.

Quanto a mortes, desde que a pandemia começou a assolar o mundo, morreram no total 6.495.110 pessoas. E uma vez mais neste indicador também a Europa domina, com 2.825.960 óbitos.

No dia 13 de setembro, contavam-se 12.613.484.608 doses de vacina administradas a nível mundial.

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