A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse esta segunda-feira que não está em cima da mesa, para já, tornar obrigatórias as vacinas contra a covid-19 em todo o mundo para travar a propagação do novo coronavírus, até porque a obrigatoriedade poderia levar a uma maior recusa por parte da população, disse a agência esta segunda-feira.
Em vez disso, será mais eficaz apostar em campanhas de informação e disponibilizar as vacinas aos grupos prioritários, tais como os profissionais de saúde, os idosos e os residentes em lares, disse a OMS.
O Reino Unido começou o programa de vacinação contra a covid-19 esta semana, pelo que as autoridades de saúde procuram tranquilizar as pessoas quanto à segurança e eficácia das vacinas, a fim de obter uma adesão considerável e combater as crescentes teorias de conspiração, em torno da pandemia e da vacinação.
“Não prevemos que algum país crie um mandato para vacinações”, afirmou a diretora de vacinas da OMS, Kate O’Brien, numa conferência de imprensa esta segunda-feira, citada pela agência Reuters.
Mas não exclui que possam existir “alguns países ou algumas situações onde as circunstâncias o exijam, ou que os governos recomendem fortemente a vacinação”, acrescentou, dizendo que os hospitais poderão ser um desses casos.
O especialista em emergências da OMS, Mike Ryan, acrescentou: “Estamos muito melhor preparados agora para apresentar os dados às pessoas, apresentar os benefícios e deixar que as pessoas se decidam”.
Ryan prevê que, quando a vacina estiver disponível para todos (algo que pode levar até um ano, já que inicialmente pela baixa disponibilidade de doses somente grupos de risco serão vacinados), muitos “entenderão que a imunização será um ato de responsabilidade.”







